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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 24 de junho de 2020

“Bairro Cova da Moura nos títulos de imprensa” – Livro de autoria de Jorge Humberto Ramos Fernandes – De origem cabo-verdiana, nascido em Angola, residente em Portugal, desde criança

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA

A obra de Jorge Humberto, é baseada  na  tese de mestrado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, visando analisar o conteúdo informativo sobre o bairro Alto da Cova da Moura nos títulos de imprensa, na tentativa de procurar compreender-se de que forma o território e os assuntos relacionados com o mesmo são retratados na imprensa.

Para além de ser um contributo sério como documento de estudo para futuros investigadores, o livro destina-se ao público em geral que tenha o interesse e a curiosidade em conhecer os factos que estão por trás dos títulos de imprensa, e a relevância do bairro da Cova da Moura como fonte de notícias.”

A pesquisa inicial incidiu sobre dois jornais diários (Correio da Manhã e Público) e um jornal semanário (Expresso), referente ao período de Janeiro de 2006 a Dezembro de 2007, quer sejam artigos noticiosos, reportagens ou de opinião. Depois inclui mais dois anos de pesquisa entre Janeiro 2011 e Dezembro 2012 como fator de comparação temporal. Uma análise comparativa entre os três órgãos de informação."

O livro foi lançado em 2016,  tendo encontrado o seu autor e um grupo de amigos, nesse ano, na Feira do Livro de Lisboa  - A obra não é recente mas a sua análise continua atual sobre um dos bairros da preferia de Lisboa, considerado o mais problemático, que pessoalmente conheço, talvez mais de que muitos autores que subscrevem os títulos da imprensa:


Marinho Costa 
Depois da privatização da Rádio Comercial - RDP, tendo ficado desempregado, tal como ficaram muitos dos meus companheiros, que não estavam arregimentados ao poder politico, que fez o saneamento de acordo com o servilismo das suas conveniências, pelo que, foi justamente neste bairro, que ali fui arranjar algumas possibilidades de trabalho,  em diversas colaborações fotográficas com o  saudoso fotógrafo santomense, Marinho Costa, que ali tinha o seu laboratório – E era para ali que regularmente me dirigia para o acompanhar no registo fotográfico  nos casamentos, batismos e  primeiras comunhões, quer no interior do bairro, quer em outros do concelho da Amadora e Sintra -  Pelo que, foi nesse trabalho, que fiquei a conhecer, melhor de qualquer titulo de imprensa, de modo geral, mais baseada no sensacionalismo especulativo dos casos de policia de que propriamente na vivência das comunidades que ali residem.

Refere a biografia de  Jorge Humberto Ramos Fernandes, que o autor da obra,  nasceu em Angola, frisando que  Quis o destino que a mãe, Rosa Pereira Ramos, natural de Chã das Furnas, em Ribeira Grande, Santo Antão, o fosse dar à luz no dia 25 de Dezembro em Angola. Com o marido, Eugénio Fernandes de Andrade, natural de Mosteiros, Fogo, viajam mais tarde para Cabo Verde, onde chegam a 5 de Julho de 1975, dia em que o arquipélago se torna independente.
Dois anos depois, a família ruma a Portugal, e fixa residência na Amadora, onde ainda hoje Jorge Humberto vive e constrói carreira. Um concelho com forte presença da emigração cabo-verdiana e que agora serve de tese de mestrado deste crioulo que se licenciou em Ciências da Comunicação, uma influência do seu irmão Rui Pereira, actualmente administrador da TIVER, na Praia”

Licenciado em Ciências da Comunicação e especialista em Marketing e Relações Públicas, Jorge Humberto tem-se destacado na Amadora como um dos representantes e activistas pela melhoria das condições de vida das comunidades cabo-verdianas nos bairros e pela promoção da formação e emprego para os jovens descendentes do arquipélago, como ele próprio.

Já liderou a Associação de Moradores na Amadora, durante sensivelmente uma década, coordenou o jornal Aliança: Cabo Verde Portugal e também geriu e produziu a carreira da artista internacional Gardénia Benrós.
Jorge Humberto conquistou, igualmente, a admiração e respeito de entidades públicas como o presidente da Câmara da Amadora, e comandantes da Polícia pela sua “incansável luta em prol da comunidade e do bem-estar das populações” e, neste momento, está na forja uma possível candidatura à secção política de um partido, no concelho em que reside.http://agoraescrevoeucom.blogspot.com/2011/11/jorge-humberto-um-cabo-verdiano-de.html







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