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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Baunilha em São Tomé e Principe, pode valer mais que o petróleo e com menos custos – A grama é vendida no mercado internacional mais cara que a prata, tendo chegado a a 535 euros o Kg, - O Mercado global da Baunilha, avaliado em 65 milhões de dólares em 2018, poderá chegar a 100 milhões de dólares até o final de 2025 – Fui um dos primeiros técnicos na BFAP, no Potó, na polinização manual - Pois, cada flor tem de ser polinizada à mão - Dá algum trabalho mas compensa o esforço.

JORGE TRABULO MARQUES  - Jornalista e antigo Técnico na Brigada de Fomento Agro-pecuário, na qual trabalhou, como Chefe de Secretaria, o atual Presidente da República, Evaristo Carvalho, amigo e companheiro daqueles dias  -  “ É criada na província de S. Tomé e Príncipe, com carácter temporário, a Brigada de Fomento Agro-Pecuário, organismo de apoio e execução do Plano Intercalar de Fomento para 1965-1967.: SAO TOMÉ - BRIGADA DE FOMENTO AGROPECUÁRIO -PORTO Portaria 20927, 1964-11-24 – DRE
 

O OURO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE É VERDE E ESTÁ NAS VAGENS DA BAUNILHA - MAIS CARA QUE A PRATA

A baunilha, o mangustão, a pimenta, gengibre, quina. canela, açafrão, malagueta, são algumas  das especiarias introduzidas no período colonial  - Produtos que  chegaram a ser exportados e a ter algum peso na balança comercial  - Depois da independência, as roças foram praticamente votadas ao abandono - Na última década, tem havido algumas iniciativas para promover as especiarias mas, a bem dizer,  têm-se ficado pelo já tradicional "moli-moli" - Urge que se incentivem - Pois é na agricultura e nas pescas, além do turismo, que STP, poderá encontrar a tão desejada prosperidade.

Eu fui um dos técnicos, nos finais dos anos 60, na Brigada de Fomento Agro-Pecuário, encarregado da polinização das flores da tão valiosa vagem, tal como documenta a imagem, bem como da polinização de palmeiras e de cacaueiros, para obtenção de híbridos 

Além de encarregado dos trabalhos da expansão da apicultura em enxames da abelha africana, tendo chegado mesmo a pendurar um enxame de abelhas no queixo, que é das espécies mais agressivas que suas irmãs europeias,  pois atacam em número maior e em apenas 30 segundos são capazes de injetar oito vezes mais toxinas em suas pobres vítimas – Mas, como é sabido, nos circos também se lidam com as feras - É uma questão de experiência e de sabedoria..

A utilização de extratos de baunilha, tem  uma ampla gama de aplicações, em  alimentos e  produtos farmacêuticos e outros, Além disso, os extratos de baunilha são altamente utilizados nas indústrias  de bebidas para melhorar o sabor de produtos lácteos, produtos de panificação e confecções em todo o mundo
Sendo considerado, que, o extrato puro de baunilha, oferece várias propriedades medicinais benéficas para a saúde humana, como ajuda na perda de peso, alivia náuseas e trata tosse, distúrbios digestivos e problemas menstruais. Por sua vez, espera-se que prolifere o crescimento do mercado global durante o período de previsão. https://translate.google.com/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=https://coleofduty.com/news/2020/05/21/vanilla-market-analysis-of-global-trends-demand-and-competition-2020-2028/&prev=search


É referido pela imprensa internacional, que, apesar da sua popularidade e do crescente interesse dos consumidores, a produção de baunilha é bastante escassa e, como se concentra, sobretudo,  em Madagáscar, pais responsável por cerca de 80% do mercado mundial, tal facto ter originado a que, o seu cultivo tem ficado  também muito exposto a desastres naturais, como foi o caso  do ciclone Enawo que assolou Madagáscar em 2017, fenómeno metrológico  que dizimou várias das plantações mais produtivas de baunilha, fazendo aumentar diretamente o seu preço no ano seguinte

A baunilha, que era vendida em 2015 por cerca de 90 euros o quilograma, veio a disparar para 535 euros, ultrapassando assim o valor da prata. 

Tal como recorda a agência Reuters, a baunilha, que é produzida a partir de uma planta de orquídea, é o segundo tempero mais caro do mundo, depois do açafrão.
O longo e difícil processo de produção, a suscetibilidade a cataclismos e a oferta limitada são alguns dos motivos que justificam este enorme subida de preços.

EM SÃO TOMÉ E PRINCIPE - TEM HAVIDO ALGUMAS INICIATIVAS DO CULTIVO DE ESPECARIAS  - Mas, pelos vistos, ao jeito do tradicional moli-moli

Chegou a ser noticia de que,  os produtores criaram uma cooperativa para exportação de pimenta e baunilha para o mercado francês,  instalada com uma unidade de processamento de produção em Potó - Justamente, na area onde se situava a antiga BFAP  - Ou seja, na  freguesia da Madalena,.

O programa contou com o apoio participativo a agricultura familiar e pesca artesanal (PAPAFPA), financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, está a trabalhar directamente com os produtores de pimenta e baunilha, na promoção da produção de alta qualidade.

Na ocasião o engenheiro agrónomo Francisco Ramos, responsável pela fileira pimenta e especiarias do projecto PAPAFPA, destacou o impacto que a cultura pode ter na luta contra a pobreza. «1 Hectare de pimenta com duas mil e quinhentas plantas, que produzem 1 quilo de pimenta seca por planta, multiplicando por 156 mil dobras o quilo, o agricultor terá 290 milhões de dobras de rendimento. Dividindo este valor por 12 meses daria uma mensalidade superior a 30 milhões de dobras. Muito longe daquilo que o estado são-tomense pode oferecer a um alto funcionário público. Se admitirmos uma baixa para 50% teremos uma mensalidade de 15 milhões de dobras. Isto demonstra que a pimenta é uma cultura rentável e que merece aposta», afirmou, o engenheiro agrónomo.

Para este ano a cooperativa de exportação de pimenta e baunilha, prevê exportar 7 toneladas. Mas a companhia francesa Homiter que compra toda a produção, quer mais. Para dentro de 6 anos, a empresa francesa, pretende que a produção atinja 100 toneladas ano.

Era então sublinhado, em 2011, que "os agricultores sentem que a produção de especiarias vai liberta-los da Pobreza.
Depois do êxito da produção do cacau biológico, também exportado para o mercado francês, surgem fileiras de produção de pimenta e baunilha de alta qualidade que determinam o preço final no mercado europeu. Esperança renasce para muitos agricultores, de um país onde muita gente alegadamente doutorada, continua a dizer que a agricultura já deu o que tinha para dar. A terra fértil das ilhas e as culturas ancestrais que deram boa fama ao nome de São Tomé e Príncipe no mundo, desde séculos passados, continuam a desmentir os alegados doutores. https://www.telanon.info/economia/2011/02/21/6307/pimenta-e-baunilha-prometem-futuro-risonho-para-os-agricultores/

Caso de “tráfico” de baunilha  - Foi  noticiado que Ljubomir trouxe 40 quilos de baunilha de São Tomé e está a cozinhar (tudo) com ela
“Festim da Baunilha – 40 quilogramas de baunilha foram ‘traficados’ de São Tomé e Príncipe. O suspeito é originário da Europa de Leste mas não actua sozinho. Ljubomir Stanisic juntou-se a Hugo Nascimento (Tasca da Esquina) e Vítor Claro (Claro!). O Bistro 100 Maneiras é a base da rede”.
Foi assim que nos chegou a notícia da mais recente loucura de Ljubomir Stanisic. Depois de, há uns tempos, o chefe de origem jugoslava nos ter chamado ao Bistro 100 Maneiras para vermos como se desmancha e cozinha um atum de quase 200 quilos, sabemos que tudo é possível quando nos entra na caixa de email uma mensagem do 100 Maneiras.
O que acontece desta vez é que Ljubomir tem estado envolvido num projecto em São Tomé e Príncipe (é consultor do Omali Lodge Boutique Hotel, da empresa HBD), o que faz com que passe temporadas regulares neste país. E, inevitavelmente, começou a apaixonar-se pelos produtos de São Tomé. O que quer fazer agora é criar um laboratório de pesquisa e desenvolvimento destes produtos, perceber de que formas é que eles podem ser trabalhados, e dá-los a conhecer aos clientes dos seus restaurantes.
E é assim que chegamos à baunilha “traficada”. Ljubomir trouxe-a para Lisboa e divertiu-se a fazer experiências, desde um azeite com infusão de baunilha, a um xarope puro de baunilha, passando até por um óleo de massagem. E, claro, conjugações várias com todos os alimentos possíveis.

Ljubomir Stanisic-  É consultor gastronómico do hotel "Six Senses Douro Valley" e, em junho de 2017, passou a acumular as funções de chef consultor do restaurante Sem Porta, no hotel Sublime Comporta.
Em 2017 voltou à televisão como apresentador do programa "Pesadelo na Cozinha", na TVI. O programa é uma adaptação, concebida num modelo de "reality show", do formato britânico "Ramsay's Kitchen Nightmares", estrelado pelo chef Gordon Ramsay, que visava revolucionar negócios na restauração que estavam à beira do abismo, tornando-os rentáveis. Neste programa ganhou grande mediatismo, tendo alcançado audiências


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