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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Não há memória de um São João assim no Porto – Mas há boas memórias de um São João festejado cinco dias seguidos em São Tomé pela comunidade “tripeira” da invicta cidade –Envolvendo toda a sociedade santomense, tal como testemunham algumas das imagens que publiquei na revista angolana, Semana Ilustrada”

NO TEMPO EM QUE O SÃO JOÃO ERA FESTEJADO EM S. TOMÉ, CINCO DIAS SEGUIDOS NO PARQUE “SILVA SEBASTIÃO” . – Depois de desfilar com arco e balão pelas ruas da cidade  


Jorge Trabulo Marques  - Jornalista 

Não há memória de um São João assim – “ Diz a imprensa  “Sem concertos, sem fogo de artifício nem marteladas, na tradicional noite mais longa do Porto” – A opção foi a  que se festejasse em casa, em obediência ao apelo do Presidente do Município, Rui Moreira e dos Presidentes das autarquias  dos concelhos vizinhos,  para que,  em tempo de pandemia, as sardinhas da praxe fossem  comidas em família .No entanto, mesmo assim, segundo nos foi relatado, apesar do policiamento reforçado, houve quem não resistisse a sair à rua,  para dar largas a alguma folia . 

Espera-se, pois, que, daqui a um ano, a  tradição possa ser retomada e até com redobrada alegria  - Se bem que, as previsões, a avaliar pelo comunicado da OMS, se preveja ainda um alastramento de milhões por todo o mundo – Mas vamos acreditar que a Ciência, que costuma ser mais silenciosa e recolhida que a buzinadela mediática, possa responder à gravidade  da situação – Até porque, a gripe sazonal,  em 2018-19, também fez milhões de vitimas, fora os que não foram contabilizados  “durante a temporada 2018–2019 incluiu cerca de 35,5 milhões de pessoas doentes com influenza, 16,5 milhões de pessoas que procuraram um médico por sua doença, 490.600 hospitalizações e 34.200 mortes por influenza"


MEMÓRIAS DE UM SÃO JOÃO COM CHEIRO MAIS TROPICAL DE QUE A ALHO PÔRRO 

Apesar  de ser a comunidade, mais pequena,  ida do então  Portugal continental,  que residia em STP, nem por isso, os naturais da cidade  do   Porto e arredores, deixavam  de manifestar, por altura das festas de S. João, o bairrismo das suas tradições, com desfiles de arquinhos e balões, enfeites das famosas pontes, da torre dos clérigos e do lendário barco rebelo, música típica a condizer com o espírito sanjoanino, logrando envolver o entusiasmo dos santomenses e muitos dos portugueses, que ali residiam ou  de gerações que ali já haviam nascido

EM TEMPOS DE NOSTALGIA, AQUI LHE DEIXO ESTES SONS E A VOZ DO POETA E DECLAMADOR, EUCLIDES CAVACO - SOBRE AS CONTROVERSAS ORIGENS DO FADO 




Dizia eu, numa das reportagens, “foram apenas cinco dias de festejos ao S. João. Mesmo assim muito  teríamos que contar. Tanto que, a descrever o que vimos, não teríamos páginas que dessem para o fazermos 
Um punhado  de naturais dos lados do norte da nossa terra lusa -  pois podem contar-se pelos dedos das mãos  - , aqui fixados em São Tomé, da “ mui nobre, sempre leal e invicta” cidade do Porto, animados  pelo seu  tradicional bairrismo, firme querer , vivacidade, carácter alegre  e extrovertido,  se empenharam denodadamente na sua concretização.


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