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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Pekagboom – O artista santomense “Pecado Bom” queixa-se de que “o Ministério da Cultura devia aproveitar melhor o talento musical são-tomense“


Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista 





















Tal como já tive oportunidade de referir, neste site, há 4 anos, quando conheci pessoalmente,  PEKAGBOOM, este é o pseudónimo artístico do músico Pércio Silva, nascido em Angola, na Maternidade da Sagrada Família, em Luanda, mas filho de pais santomenses, logo, com suas raízes,  genuinamente fundas no solo das ubérrimas  e maravilhosas Ilhas Verdes do Equador.

Em boa verdade, PEKABOOM, também poderia significar pecado bom, porque, os seus pecados, pelo que me é dado saber, até arrebatam os corações, não os entristecem,  fazem despertar consciências da sua trivial moleza equatorial


É referido pelo jornal Téla Nón, citando uma entrevista dada ao RepórterSTP  pelo Rapper são-tomense Pekagboom, ter afirmado que,  quando ‘bem aproveitados’ os cantores também podem gerar ‘receitas’ e representar o país ao mais alto nível


- Pekagboom é um Rapper de intervenção social, que começou no Rap com intenção de fazer músicas de carris interventivo, mas com carácter educativas com o objetivo de ajudar as pessoas a pensarem e a refletirem sobre a sociedade em que estamos inseridos.” – Entrevista integral  em Pekagboom na primeira pessoa, numa viagem pelo mundo do Rap Santola a que os leitores podem continuar a seguir ao acessar o link



, diz que “Com as minhas músicas tento sempre lançar uma mensagem de alerta a sociedade. Isto não quer dizer, que eu não possa fazer músicas mais comerciais, mas todas as minhas músicas têm uma mensagem por detrás, uma mensagem  forte que serve de alerta para alguma coisa. Isto é algo que me dá gozo fazer, porque é importante percebermos o valor que os músicos têm na sociedade. Eu prefiro mover multidões com aquilo que acho ser positivo e construtivo para a sociedade. Por exemplo, tenho uma música que se chama ‘Elsa Figueira’ que fala sobre a violência doméstica. Sei que não é uma temática nova, mas eu já recebi testemunhos de pessoas que usaram a música para mudar a situação de violência em que viviam. Isto é realmente gratificante. - Excerto de - Pekagboom na primeira pessoa, numa viagem pelo mundo do Rap Santola a que os leitores podem continuar a seguir ao acessar o link https://www.youtube.com/channel/UCpu6lrfO_BDB-V8SDscwvOg da sua pagina

"Num país de cultura "leve-leve", com baixo índice de violência urbana e criminalidade, é no âmbito doméstico que ocorre a maior parte das agressões,um terço das mulheres admite ter sido alvo dessa violência . PeKaGbOoM ( oficial) fala sobre essa realidade no DW (Português para África) e de como está usando a curta-metragem Elsa Figueira para trazer ao assunto à ribalta





E DO QUE,AFINAL,  FALA  E  CANTA, O SEU “BANHO PÚBLICO” “ 

“De encorajar as mulheres a denunciarem a violência doméstica”De cujo álbum foi realizado um vídeo, lançado no Dia Internacional dos Direitos Humanos  - “A  curta-metragem, por  “Elsa Figueira” que conta a história de uma mulher que enfrenta a violência do homem que ama. A ideia surgiu do rapper são-tomense Peka G Boom que escreveu uma música para alertar sobre o problema da violência doméstica durante a produção do álbum “Banho Público”, em São Tomé,  lançado em fevereiro de 2016.


O cantor escreveu a música em 2013, o realizador Kris Haamer fez o vídeo e o pintor Catita Dias juntou a fotografia através dos seus quadros. Aliados com a ONG Galo Cantá, estes três artistas criaram a campanha “Elsa Figueira”. (…). O rapper explica que “queria fazer algo que marcasse a diferença e ajudasse a sociedade são-tomense” foi quando reparou “que em São Tomé existem muitos casos de violência doméstica. Há muitas mulheres que morrem no país por causa disso. São Tomé e Príncipe: É preciso encorajar as mulheres a denunciarem a violência  doméstica 

O PECADO ORIGINAL, AFINAL, PARA O AFRICANO  É MAIOR DE QUE QUEM NASCEU EM SOLO EUROPEU

PEKAGBOOM, que até peka bem, não é da falta de  talento ou dos seus dotes artísticos, que se queixa, pois que sobejamente demonstrados, através de variadíssimos temas, em CDs, que têm sido êxito de popularidade, abordando o abandono das crianças, o drama dos emigrantes,  a discriminação social e a violência doméstica, entre outras questões sociais escaldantes, mas de alguma incompreensão – Sim, porque, isto de  ser artista africano, tem que lhe diga:  ainda  comporta o tal pecado original, talvez ainda mais discriminatório, de quem não teve uma mãe, chamada Eva ou um pai, chamado Adão: é que, dos Adões e Evas africanas, estes, sim, que  até Deus, verdadeiro, privilegiou com os melhores paraísos terrestres, só que usurpados, ao longo de séculos,  pelo deus bíblico,  fabricado pela cultura ocidental.

ARTISTA SANTOMENSE MAS COM VISÃO UNIVERSALISTA
Eis o excerto do que declarou  numa entrevista à RSTP, em  30 de Maio:  

RSTP - Como disseste anteriormente, o teu trabalho é focado na limpeza de mentalidade dos são-tomenses. Mas também serve como uma mensagem para todo o mundo que ouve a tua música?
Pekagboom - 80% do trabalho está mesmo focado para STP mas claro que haverá pessoas de outros países que certamente se identificarão com o Banho Público, até porque fiz questão de rimar em crioulo fôrro e muda logo tudo. Fiz também questão de rimar em língua nacional para dar a conhecer aos meus seguidores o quando é bom ser patriota, valorizando a nossa cultura através da música, seja em que estilo for.
Acho que todos os povos que percebem o português e crioulo fôrro, vão gostar muito deste "Street Album", principalmente aqueles que valorizam letras de músicas com mensagens construtivas. – Mais pormenores em Entrevista exclusiva com rapper Pekagboom

QUEM É PEKAGBOM

 Pércio Silva, nascido em Angola, na Maternidade da Sagrada Família, em Luanda, mas filho de pais santomenses, logo, com suas raízes,  genuínas, nas maravilhosas Ilhas Verdes do Equador.

Aos cinco anos de idade mudou-se com os pais para a ilha de São Tomé e Príncipe e aos 10 anos começou a descobrir o talento musical e gosto pelo canto, inspirado pelo seu irmão Guimber, cantor de Kizomba (já falecido).

Após a morte do irmão, Pércio Silva aos 15 anos deixa São Tomé e Príncipe, rumo à Lisboa.  Em Portugal, no ano de 2003, surge a ideia para criar um grupo denominado "Império Suburbano" com jovens do Bairro Quinta do Mocho em Lisboa, dominação actual é Urbanização Terraços da Ponte. 

Nesta altura nasce o nome artístico do artista PekaGboom.  Após o lançamento do Álbum "Império Suburbano" e a participação nos trabalhos de outros artistas, Pekagboom tem em forja um street álbum com a vertente "São Tomé e Príncipe para o Mundo", cujo titulo "Banho Público" que brevemente estará no Mercado Discográfico.

Este álbum terá 16 temas musicais, abordando o socialismo no panorama santomense, o qual já foi realizado 4 vídeo clips singles do álbum abordando vários temas de reflexão como (VITIMA DA GANANCIA:  https://www.youtube.com/watch?v=4BcAwx7rjms) um tema que leva-nos a pensar a forma como as crianças órfão são tratadas e muitas vezes descriminadas por pessoas que podem marcar a diferença na vida das mesmas.

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