expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Quem sou eu

Minha foto
Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 12 de junho de 2020

São Tomé e Principe - Páginas de jornalismo que falam hoje de um passado antes e depois do 25 de Abril


PRAIAS DE SÃO TOMÉ - UM GRITO DE CONSCIÊNCIA -  Imagens de um  artigo com o qual pretendia chamar a atenção para a extração selvagem das areias  nalgumas das melhores praias da Ilha  - Além da abertura do ano escolar 



Fiz jornalismo histórico, em São Tomé e Príncipe, através de várias centenas de artigos e imagens na Revista Semana Ilustrada, de Luanda, de 1970 a Março de 1975 - Que me roubaram muitas horas de sono e de muitos sacrifícios, escritos numa velha máquina de escrever e à luz de uma vela, quando faltava a electricidade, o que era frequente . - E, por fim, tremendas agressões por parte de alguns colonos, quando comecei a denunciar as barbaridades do Batepá e a divulgar as manifestações pró-independência.- Tendo sido forçado a antecipar a minha projetada travessia de São Tomé à Nigéria, partindo numa frágil piroga e em plena noite de tempestade, ao longo de 12 dias, só com uma bússola - Não tendo, por isso, já a oportunidade de assistir ao erguer da bandeira santomense, no 12 de Julho.


Nenhum comentário :