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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 27 de junho de 2020

São Tomé - “VALUDO “ - Medalha de Ouro premeia óleos de coco da empresa “VALUDO” de STP - No 18º Concours International « Les Huiles du Monde » AVPA-Paris 2020 Huiles monovariétales de graines et noix et huiles assemblées et aromatisées - - As outras duas medahas foram atribuídas a França e à Rússia - Os nossos parabéns ao jovem e dinâmico empresário Guillaume Taufflieb - PM Jorge Bom Jesus, congratulou-se com a distinção

 JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA





A 18ª competição internacional “Óleos do mundo” AVPA-Paris 2020, apesar da atual situação de saúde, anunciou os resultados dos óleos vencedores de medalhas, que também contemplou um dos azeites portugueses, o  Gallo Bio Gallo
Depois da  seleção e degustação das amostras realizadas no início de março, foram  agora anunciados, em Junho, os prémios  para óleos de sementes, nozes e óleos aromatizados, https://www.telanon.info/wp-content/uploads/2020/06/Resultados-da-competi%C3%A7%C3%A3o.pdf


 Durante a minha estadia, o ano passado, em São Tomé - a que já me referi -  tive oportunidade de visitar o parque industrial da empresa  “VALUDO”e de trocar impressões com o seu gestor, Guillaume Taufflieb, um francês, que se apaixonou  pelas Ilhas Verdes do   Equador , que teve a gentileza de  me acompanhar, com o jornalista santomense, Adilson Castro,   a alguns departamentos da sua unidade industrial, nomeadamente, o  armazém  e a sala de  amostras dos seus produtos, visita essa que me deixou vivamente impressionado. 

A produção da copra (extraída da amêndoa do coco), foi uma das importantes exportações no período colonial -  Acabou por ser residual com os anos que se seguiram após a independência.  

Imagem divulgada pela VALUDO
Entretanto, em Dezembro de 2017  “o país viu renascer a possibilidade de transformação da copra em matéria prima de valor. Um grupo privado estrangeiro, criou a empresa VALUDO, que inaugurou na zona da Favorita, próximo da cidade da Trindade, uma unidade que vai produzir mensalmente 3 toneladas de óleo de côco. 
 «Não haverá lixo de côco. Vamos aproveitar tudo. Vamos produzir farinha de côco, vinagre, carvão e fibra de côco, isto na segunda fase», explicou, Guillaume membro do conselho de administração do grupo privado estrangeiro” – Noticiava o Téla Nón. https://www.telanon.info/economia/2017/12/22/26133/valudo-nasceu-para-acrescentar-valor-a-copra-nacional/
AGORA SURGE O PRÉMIO DE UM ESFORÇO 



A equipa Valúdo,  dirigida por Guillaume Taufflieb,  que assumiu o compromisso de oferecer produtos derivados do coco com certificação Biológica e Fairtrade, em obediência  ao respeito pelo ser humano e pelo meio ambiente, acaba por ser coroada pelo êxito do seu trabalho 

"Jorge Bom Jesus congratulou-se com medalha de ouro no Mundial de óleos e lança fábrica de chocolate conquistada pela empresa “Valudo”  em declarações esta última quinta-feira, no mesmo dia, em que  lançou obras para construção de uma fábrica de chocolate no País 
Quanto ao ouro conquistado no concurso internacional de óleo, cujo prémio será entregue brevemente em Paris, França, de acordo com informações da embaixada são-tomense em Bruxelas, Jorge Bom jesus disse que “São Tomé e Príncipe tem de apostar na excelência, até porque esta terra é abençoada pela  natureza brindou-nos com umas terras férteis, fruto da sua própria natureza vulcânica” Diz a STP-Pres

Chefe do governo são-tomense considerou ainda que “ tudo que floresce em São-tomé e Príncipe se for devidamente, tecnicamente acarinhado pelos homens, resulta sempre em excelência”.
Bom Jesus acrescentou que este prémio “acaba por ser um chamariz para o turismo e uma grande publicidade na grande promoção para as terras de São-Tomé e Príncipe”. http://www.stp-press.st/2020/06/26/jorge-bom-jesus-congratula-se-com-medalha-de-ouro-no-mundial-de-oleos-e-lanca-fabrica-de-chocolate/?fbclid=IwAR21hYlf7Y1jb9KXi_76NjRNGXqMpcL1Cm8CnpOGOEPz3MZOU7j4Qm4NDUo


Note-se que “Valudo”, é uma empresa de capital franco-belga. Nasceu em São Tomé em Dezembro do ano 2017. Instalou as suas infra-estruturas de produção no complexo da Quinta da Favorita, nos arredores da cidade da Trindade, capital do Distrito de Mé-zochi.

O leitor é convidado a ver o vídeo da consagração do óleo de côco gourmet de São Tomé e Príncipe, numa das principais praças gourmet do mundo, Paris. Abel Veiga  - https://www.telanon.info/economia/2020/06/26/31996/coco-seco-de-stp-valudo-conquistou-ouro-no-concurso-internacional-oleos-do-mundo/#comment-353043

O nome da empresa,  “VALUDO”,resulta da feliz associação da  palavra "coco seco". Extraída do crioulo de São Tomé.  – É sua intenção, possibilitando a exportação de  produtos da produção de cocos e seus derivados, melhorando a imagem de São Tomé e Príncipe, nomeadamente, óleo de coco, farinha de coco, fibra de coco, coco ralado, carvão de coco virgem com alta responsabilidade social e ambiental. Com um sabor único, a origem é 100% certificada São Tomé e Príncipe.

É também referido na promoção dos seus produtos, que “o  coqueiro é uma planta herbácea, não é uma árvore. Tem um crescimento consideravelmente lento, o que permite ao seu fruto, o coco, encher-se de toda a riqueza que o constitui. Cada parte do coqueiro é utilizável, e é por isso que é chamado de “árvore da vida” ou “árvore dos cem usos”. Por exemplo, bebemos a água do coco, comemos a sua carne e a usamos para produzir óleo, usamos a fibra de coco e as folhas do coqueiro como material de construção, e a seiva como xarope. Os coqueiros dão seus primeiros frutos aos 3 anos, atingem sua produtividade máxima aos 10 ou 20 anos, e podem produzir cocos durante uns 100 anos. Os coqueiros dá uma média de 50 a 150 cocos por ano, dependendo da variedade. Estes precisam de muita água para crescer. Portanto, as chuvas abundantes das ilhas de São Tomé e Príncipe são em parte responsáveis pelos inúmeros coqueiros do país.

Produção de chocolate estimula cultivo de cacau em São Tomé e Príncipe
Outro projeto interessante, que vem na sequência de outros, já existentes,  no sector, tem a ver com o  “investimento estrangeiro no cultivo e transformação do cacau, que  tem contribuído  para a entrada de divisas e do emprego de mão-de-obra local
O mais recente, localiza-se nna antiga roça Diogo   Vaz
Como  é sabido, o cacau foi introduzido no século 17 pelos portugueses e foi, ao longo de muitos anos, o motor da economia do arquipélago. Passadas quatro décadas da independência, o produto volta a ser valorizado – Segundo foi noticiado o ano passado, tendo sido referido que  “a roça Diogo Vaz produz uma tonelada de cacau por mês, destinada exclusivamente à produção de chocolate, segundo disse, Paulo Pichel, responsável pela exportação. "O nosso objetivo é exportar um contentor por mês, estamos a falar em 8 toneladas de chocolate".

O português Filipe Almeida, chocolateiro, prepara as primeiras encomendas de 2019, para serem enviadas para França - um contentor de chocolate avaliado em 100 mil euros. Foram cinco anos de preparação para o início da produção a sério do chocolate, que começou em maio de 2018.
"É simultaneamente um desafio e um prazer fazê-lo. É, para mim, uma oportunidade de fazer um produto que eu sempre gostei muito - o chocolate fez-me entrar no mundo da pastelaria - e é poder intervir em todo o processo na plantação e na embalagem do produto", conta.
Com os lucros das exportações para a Europa, a roça Diogo Vaz, que estava votada ao abandono, está a ser reconstruída aos poucos. E a comunidade em redor da fábrica de chocolate também beneficia. Foi instalada uma rede eléctrica e as principais infraestruturas foram reabilitadas.
Com a produção do chocolate, o cultivo do cacau (biológico) foi valorizado na região, como garante Paulo Pichel. "Estamos a trabalhar com eles para que possam ter a certificação biológica. Como as outras empresas que estão presentes nas ilhas, estamos a batalhar para que o cacau são-tomense seja conhecido mundial como cacau biológico. São Tomé e Príncipe já está a competir na qualidade, é isso que nós temos que fazer". https://www.dw.com/pt-002/produ%C3%A7%C3%A3o-de-chocolate-estimula-cultivo-de-cacau-em-s%C3%A3o-tom%C3%A9-e-pr%C3%ADncipe/a-48434112




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