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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Academia Militar Portuguesa - Anos 80 - Marechal Spínola: – "Recordações da meninice são sempre muito agradáveis a partir de uma certa idade -Primeiro Jantar de Confraternização de Antigos Alunos– "Não é uma conspiração! Mas o significado de tantos estarmos juntos é o de que algo não vai bem" - Reunindo oficiais de diferentes armas, idades e cursos –Entrevistas com o Marechal Spínola, antigo aluno do Colégio Militar - General Galvão de Melo - General Vasco Lourenço; General Ricardo Durão; O então Tenente-Coronel Victor Alves - Coronel Macedo Pinto Coronel Santos Paiva, além de outros oficiais que não foi possível identificar

JORGE TRABULO MARQUES- JORNALISTA 
Academia Militar – anos 80 –-   Registo  para a História do mais antigo estabelecimento de ensino universitário militar, com 230 anos de existência, “onde se cultivam grandes valores”  

Academia Militar, completou 230 anos no passado dia 12 de Janeiro, “a formar comandantes com saber, carácter e liderança, desde a sua fundação como Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho, por D. Maria I, em 1790, escola onde se formou o Patrono e que constitui a referência da nossa antiguidade como Instituição de Ensino Superior Militar em Portugal e, também soleniza, os 183 anos após a alteração da sua designação para Escola do Exército pelo Marquês de Sá da Bandeira em 1837. ”, referia o anúncio do tradicional Jantar de Confraternização,  âmbito das comemorações do Dia da Academia




Apontamento para a  Rádio Comercial-RDP, com declarações de vários oficiais superiores e generais, registado por mim nos anos 80 - Tendo sido o  único repórter presente. - O convívio, embora anunciado publicamente, através da RTP, porém,  como estava a ser antecedido  de alguma polémica, face aos rumores que corriam de que se tratava de uma manifestação de desagrado, face ao poder politico, cujo PM era então Cavaco Silva, acabou por não ter contado com a presença da generalidade dos media.

 Este, um dos  varriadíssimos registos -  de centenas - em cassetes e algumas bobinas, que guardo ainda no meu arquivo, em memórias de um repórter - É claro, que, quando a estação foi privatizada, obviamente que acabei por levar com a martelada, tendo sido um dos que foram abrangidos  pelo despedimento coletivo.


Diabruras na minha viatura dos inimigos da Liberdade

JORNALISTA HÁ 50 ANOS - De 1970 -a 75- Correspondente da revist Semana Ilustrada de Luanda   - Depois em Portugal    -  ANTIGO MILITAR DO 6º CURSO DE COMANDOS, EM LUANDA - Meu segundo Comandante era então o  General Soares Carneiro, natural do meu concelho - Fui  selecionado, no Huambo, para o curso de oficiais no curso de sargentos milicianos na antiga Nova Lisboa, em Angola, por ter ficado em 5º entre os 700 alunos, o segundo na especialidade de Armas Pesadas, mas preferi voltar a S. Tomé, como furriel miliciano e fazer uma tropa tranquila, depois de ter passado pelo curso de comandos - E,, três anos, depois enveredar pelo jornalismo por via de umas aventuras maritimas  - Os acasos e os destinos da vida, sáo mistérios de Deus.

AMBIENTE DE GRANDE FRATERNDADE  - EM QUE ATÉ O MARECHAL SPÍNOLA - SUGEERIA AO SEU CAMARADA DO LADO PARA SER POR ENTREVISTADO  - E contar-me as suas façanhas desportivas 


Marechal Spínola: – "Recordações da meninice sãos sempre muito agradáveis a partir de uma certa idade;  olhe o significado que lhe atribuo é o de uma reunião de camaradagem, a que eu já estou muito habituado, como antigo aluno do colégio militar, e essa é a primeira aqui
General Galvão de Melo: acho que foi uma ideia felicíssima do atual comandante da Escola! De reunir pessoas de diferentíssimas armas, idades e cursos.. Eu, por exemplo, há mais de 15 anos que não entrava aqui na Academia!... Vim encontrar colegas meus, que já via desde a saída da Academia!

A grande recordação que eu guardo desta casa foi a formação que esta casa me deu! E que me tem aparado e que me tem servido em toda a minha vida:. Hoje sou um reformado mas ainda  sou o Presidente da Revista Militar! Estou sempre ligado ao Exército, porque fiz toda a minha vida sempre no Exército!

Espírito do corpo, a camaradagem” Está aqui bem patente nos 90 aos 20 anos!  Desde generais, coronéis, tenentes-coronéis majores! Alguns civis, que abandonaram a carreira das armas estão aqui muito deles, presentes


General Vasco Lourenço: Questionado de que, esta reunião, só é possível por via de um certo descontentamento, respondeu-me: é uma interpretação! - Entre outras palavras que deixavam depreender a minha observação.

General Ricardo Durão - Acho que foi uma ideia muito boa ! E, à semelhança do que acontece no Colégio Militar e noutros Estabelecimentos de Ensino! Encontrei hoje muita gente que não via há anos!

O então Tenente-Coronel Victor Alves: acho que é uma excelente ideia do Sr General Bruno! Que nos deu a possibilidade de aqui nos reunirmos. (...) como sabe, todos os anos, há reuniões de cursos, etc. e falta sempre muita gente!-… E hoje dá a impressão que não falta ninguém”… Não é uma conspiração! Mas o significado de tantos estarmos juntos é o de que algo não vai bem

Coronel Macedo Pinto – Vinte e tal anos do Ultramar - Do curso de 1914 – Vejo isto como uma necessidade de nos confraternizarmos mais: acho que isto é uma riquíssima ideia! Que só traz benefícios! E traz saudade e traz tudo! – Estive em África: eu só não conheço Guiné e Timor! De resto, estive em todas elas

 SÍNTESE HISTÓRICA DA ACADEMIA MILITAR

A Academia Militar, como Estabelecimento Militar de Ensino Superior que forma atualmente os futuros oficiais do Exército e da Guarda Nacional Republicana, é herdeira de um património que se estende muito para além da sua antecessora Escola do Exército.
As primeiras escolas militares de formação apareceram na Europa no século XVI, em resposta à evolução da arte da guerra e das importantes inovações tecnológicas no âmbito dos armamentos, o que levou,
especialmente na engenharia militar e na artilharia, a um esforço na instrução e qualificação dos seus quadros.
Em Portugal, as primeiras escolas de oficiais remontam à «Escola de Vila Viçosa», criada no século XVI (provavelmente no ano de 1525) pelo 5.º duque de Bragança, D. Teodósio I, onde se ensinavam não só humanidades, mas também esgrima e equitação, “de grande vantagem para todos os mancebos que se destinassem à carreira das armas”. Alguns anos depois, em 1559, foi criada a “Aula do Cosmógrafo Mor”, sob os auspícios de Pedro
Nunes, considerada antecessora da atual «Escola Naval».

(…) A Academia Militar é diferente das outras universidades no que respeita à formação científica de índole técnica e tecnológica, mas sobretudo na formação comportamental (consubstanciada numa sólida educação militar, moral e cívica) e na preparação física e de adestramento militar. Formar Comandantes com diferentes valências para enfrentarem, com eficácia e eficiência, as adversidades do novo Mundo, é um trabalho árduo e contínuo, mas também criativo e desafiante para todos quantos servem na Academia Militar.
Com cerca de 700 alunos e 130 docentes (entre militares e civis), a Academia Militar vem desenvolvendo um trabalho de (e para o) futuro, o qual não pode, nem deve ser descontinuado, pois a qualidade dos frutos do futuro em muito deverão à exigência, ao rigor, à disciplina, e ao saber incutidos nas sementes de hoje.

Independentemente das contingências que se avizinham, entendemos que a Academia Militar deve continuar a ser: uma Escola de formação de oficiais fiel ao interesse global das Instituições que serve; uma Escola respeitadora das tradições, e construtora de novos caminhos sustentados pela inovação e criatividade; uma Escola de valores (lealdade, honra, dever e sentido de serviço por Portugal) que continue a atrair os jovens portugueses; um espaço aglutinador e integrador da inteligência militar; um instrumento importante para a consolidação de uma visão estratégica para o Exército e a GNR; um “pilar estratégico da cidadania e da civilidade”;  Excerto de https://assets.exercito.pt/SiteAssets/AM/Sintese%20Hist%C3%B3rica%20da%20Academia%20Militar.pdf


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