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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 7 de julho de 2020

Actor António Vilar (1912- 1995), Recordando um dos maiores galãs do cinema português e do cinema europeu - Década de 50


 JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA

Foi considerado a primeira figura de cartaz em Portugal e no estrangeiro, onde contracenou com Brigitte Bardot, Virna Lisi, Ana Karina, Maria Félix, Odile Versóis, etc. Foi um dos mais disputados galãs do cinema europeu, sobretudo na década de 50  - Registo nas Noites do Botequim da Liberdade de Natália Correia Ao som do piano do maestro Vitorino de Almeida - O canto e a Voz de um dos mais famosos atores portugueses do século XX - António Vilar numa das alegres tertúlias do Botequim de Natália Correia – Registo gravado espontaneamente num gravador de cassetes e agora recuperado para vídeo
Um dos apontamentos que guardo da última grande tertúlia de Lisboa - que marcou cultural e politicamente várias décadas portuguesas - teve lugar no Botequim, bar do Largo da Graça criado e projetado por Natália Correia. Tive o prazer de ter sido um dos frequentadores



ANTÓNIO VILAR Justiniano dos Santos, Actor, de seu nome completo, nasceu no Bairro de Alcântara, em Lisboa, a 31-10-1912, e faleceu em Madrid (Espanha), a 15-08-1995. Foi o mais internacional galã do Cinema português

Foi o rosto por excelência do cinema clássico, sobretudo, dos grandes espectáculos históricos e das co-produções luso-espanholas como "Inês de Castro" e "Rainha Santa".

Personificou Luís Vaz de Camões em "Camões" (1946), em Portugal, antes de assentar arraiais em Espanha, onde viveu até ao fim dos seus dias. –Entre 1946 e 1978, protagonizou perto de 40 filmes castelhanos, dos quais se destacam “La Mantilla de Beatriz” (“A Mantilha de Beatriz”, 1946), “Reina Santa” (“A Raínha Santa”, 1947), “Una Mujer Cualquiera” (1949), “Don Juan” (1950), “Alba de América” (1951), “El Redentor” (1957), “Muerte Al Amanecer” (1959), “Comando de Asessinos” (“Fim-de-Semana Com a Morte”, 1967) e “Disco Rojo” (“Sinal Vermelho”, 1973).


Interpretou papeis marcantes no cinema espanhol como Don Juan em “Don Juan” (1950) e Cristovão Colombo em “Alba de América” (1951). E regressou a Portugal para encabeçar o elenco de "O Primo Basílio" (1959) de António Lopes Ribeiro.

Mas uma das suas prestações mais elogiadas foi no filme " El Judas" (1952), em que interpreta três personagens: Mariano Tormé (o homem que apenas pensa no lucro), Judas e o próprio Jesus Cristo, sendo inclusive aclamado no Festival de Veneza.



Na Argentina torna-se também popular, interpretando três filmes: "La Quintrala" (1955), "Os Irmãos Corsos" (1955) e "Miercoles Santo" (1954). Fez provas para "El Juramento de Lagardère", mas acabou por não participar no filme devido a uma queda que deu dum cavalo, durante as filmagens de uma cena.

Trabalhou também em Itália, onde protagonizou “Guarany” (1948), “Santo Disonore” (“Honra e Sacrifício”, 1949) e “Il Padrone Delle Ferriere” (1959).

Em França filmou, com êxito, "Bel amour" e "Le désir et l'amour", ambos de 1951.

E contracenou com Brigitte Bardot em "A Mulher e o Fantoche" (“La Femme et le Pantin”, 1959), interpretando o rico e orgulhoso Matteo Diaz .

O seu último filme foi “Estimado Señor Juez” (1978). Nos anos seguintes, perseguiu o sonho de produzir, realizar e protagonizar um épico sobre Fernão de Magalhães, tendo gasto a sua fortuna pessoal na pré-produção do filme, após as recusas de subsídios governamentais por parte de Portugal e de Espanha. Para esse efeito, conseguiu construir uma réplica duma nau da frota de Magalhães, que foi oferecida à Comissão Nacional dos Descobrimentos Portugueses.


Em  Espanha – A  mais recente edição abreviada da “Enciclipédia Espasa” inclui uma biografia de António Vilar, único artista cinematográfico peninsular vivo que figura naquela Enciclopédia, salientando-se as suas criações de Camões, D. Dinis, D. Pedro e Cristovão Colombo, do protagonista de “Embaixador do Inferno” e de “Judas”. É, de resto, lisonjeiro para Portugal que entre as criações do actor se façam figurar três filmes portugueses: “Camões”, “Inês de Castro” e “Rainha Santa”.

Foi primeira figura de cartaz em Portugal e no estrangeiro, onde contracenou com Brigitte Bardot, Virna Lisi, Ana Karina, Maria Félix, Odile Versóis, etc. Foi um dos mais disputados galãs do cinema europeu, sobretudo na década de 50. http://portugal-mundo.blogspot.com/2012/11/antonio-vilar-1912-1995-um-dos-maiores.html


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