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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 12 de julho de 2020

S. Tomé e Principe - 45 anos de Independência Total Cá Cuá Cu Povo Mê Cê - - “Pelo facto de S. Tomé ser pequeno, isto não quer dizer que vá precisar de esmolas" -Declarações da extensa entrevista dos primeiros dois santomenses que se deslocaram ao Gabão para receber instruções do MLSTP - Transcrição integral da extensa entrevista que me concedeu para a revista angolana, Semana Ilustrada, após o regresso de Libreville, Dr Celestino Costa e o Dr. Victor Correia, dirigentes em Angola da delegação da Associação Cívica Pró-M. L. S. T. P.,


ESTAS PÁGINAS TÊM 46 ANOS MAIS UM ANO QUE A INDEPENDÊNCIA DE STP - - Jorge Trabulo Marques - 50 anos de jornalismo - 


Infelizmente é quase do que vive: da dependência, quase total, das ajudas externas - Todavia, é bom não esquecer: 

Alcançou-se a liberdade, deram-se importantes passos  na irradiação do analfabetismo, houve significativas reformas na urbanização e turismo, alguma industrialização, se bem que ainda insipiente, combateu-se o índice mortalidade infantil, que no tempo colonial atingia dramaticamente todas as famílias, deu-se um grande salto no combate às doenças endémicas, houve realmente grandes progressos em múltiplos aspetos e sectores da vida, económica, politica e social de São Tomé e Príncipe - A população, quase triplicou e, e se tal aconteceu foi por alguma razão e, os filhos destas Ilhas, deixaram de ser colonizados, podem orgulhar-se de têm uma pátria e uma bandeira




BRINDE A TODOS E POR STP - Estive lá nesse dia e nesse amistoso convivo -Já lá vão 5 anos -Desejando-lhes que estejam de boa saúde e que torçam todos pelo bem-estar e progresso do povo de São Tomé e Príncipe –– AS NOITES DE ARROMBA E OS DIAS DE FLOGÁ HÃO-DE VOLTAR - 

O 12 de Julho é um dia especial: sorri um pouco , sorri à vida. Sê feliz. Lembra devagar, móli-móli, o teu sorriso. O Sol equatorial é deslumbrante, nasce todos os dias à mesma hora ao longo do ano, sob sempre aprumo e vertical, mesmo quando descai a Oeste e, salvo quando chove ou as nuvens o encobrem, nunca deixa de te saudar. Se não puderes ir à praia, caminha por entre os fetos e matabalas da floresta e respira os perfumes das maravilhosas árvores que crescem segundo a ordem natural dos primórdios do verbo inicial. Meu abraço amigo e muitos parabéns por teres adquirido uma identidade, pertenceres a uma nação soberana, mesmo que tenham sido muitos os erros ao longo da caminhada de 12 de Julho de 1975, para cá

O santomense é um povo pacífico e calmo. É certo que gosta de fazer as coisas leve e leve, moli e moli, contudo, onde há dois santomenses, não há silêncio, porque o santomense é extrovertido por natureza, gosta de extravasar, alto e em bom som, o que lhe vem na alma: discute,  discorde, critica, berra, comenta, entra facilmente em polémicas, afasta governos através da verborreia como quem dá palmadas nos mosquitos.


Já lá vão 45 anos, em que, o Povo de S. Tomé e Príncipe pedia a independência total e acalentava um futuro risonho e mais justo.  

E 46 anos sobre a entrevista que me concedeu o Dr. Victor Correia e o Dr. Celestino da Costa – Este que, entre outros cargos ministeriais, haveria de ser  primeiro-ministro e chefe do Governo de São Tomé e Príncipe entre fevereiro de 1988 e o mesmo mês de 1991. . Faleceu em 24/12/2010. hospital de Santa Maria, em Lisboa, vitima de doença prolongada.

Recordo   hoje as declarações, que então me concederam, uns meses depois do 25 de Abril, para a revista Semana Ilustrada, de Luanda:  acerca do maior problema de ontem e de hoje: o da perversidade do boato:
  
Dr. Celestino Costa - "Nós temos que nos acautelar com os boatos; eu não acredito que os dirigentes da Associação Cívica, sejam extremistas. Eles tentaram consciencializar a população. Não devemos esquecer que se falou em referendo; ora eles tinham que galvanizar a população para uma independência total Mas, ultrapassada essa fase, julgo que outra vão iniciar uma outra: uma fase da explicação  do que  é independência total; aquilo que a população de S. Tomé e Príncipe terá que  fazer quando obtiver a sua independência". 
(imagem oferecida por Renato Sena Santos ) 

É um facto que os boatos continuam a encontrar o seu campo fértil num meio pequeno como é S. Tomé, provocando algumas perturbações no desempenho da máquina social, política e administrativa.

  Não há violência mas há má-língua. E desse fenómeno se queixam os políticos nesta última campanha. Por exemplo, de   "contaminar a opinião pública"



Seja ou não verdade, o boato foi e continuará sendo, em toda parte, uma arma política. Tem autor mas é sempre anónimo e de origem desconhecida.  Dessa perversidade e maledicência, também não escapa um certo linguarejar nestas Ilhas.

O FACTO DE S. TOMÉ SER PEQUENO NÃO SIGNIFICA QUE LHE SEJA IMPOSSÍVEL ASPIRAR AOS MESMOS SONHOS DOS  GRANDES PAÍSES 



Sem dúvida, era perfeitamente compreensível a explicação do Dr. Victor Correia, proferida há 46 anos  - Pois é do que praticamente vive – De uma quase absoluta dependência externa.  
Dizia ele que,“Pelo facto de S. Tomé ser pequeno, isto não quer dizer que vá precisar de esmolas; nós temos casos de países pequenos que não carecem de terem um exercito, ou mantêm  uma pequena força simbólica e esses países, também pequenos, não tem Universidade. E o caso de S. Tomé, pois não poderá  aspirar a ter uma Universidade. S. Tomé, após a sua independência, estabelecerá acordos com quem entender, a fim de assegurar todos esses aspectos que por si só n:ío poderá; acordos que poderá salvaguardar a sua defesa, sem  efectivamente  ter um grande exército; acordos que poderão assegurar  a formação dos elementos  de S. Tomé  mais capazes  queiram prosseguir cursos superiores".


HORA DE ACÇÃO 
Dr Celestino Costa  e o Dr. Victor Correia, dirigentes em Angola da delegação da Associação  Cívica Pró-M. L. S. T. P., 
O Dr Celestino Costa, natural de São Tomé, e licenciado em direito, bem como o seu conterrâneo, dr. Victor Correia, licenciado em económicas e financeiras, ambos, actualmente, exercendo  as suas actividades  em Angola, onde são os dirigentes da delegação da Associação  Cívica Pró-M. L. S. T.  dirigentes da delegação da Associação  Cívica Pró-M. L. S. T. P., estiveram durante alguns dias em  S. Tomé, com a finalidade' de daqui, se deslocarem a Libreville, Gabão, a fim de estabelecerem contactos com os dirigentes do Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe, que tem a sua sede na capital daquele país. 
Depois de terem regressado e mantido os contactos com a direcção desse Movimento político, concederam-nos a seguinte entrevista: 

J. M. - Antes de mais, gostaria que me dissessem qual o motivo específico da vossa deslocação ao Gabão, designadamente  para contactarem com os elementos da Direcção do M. L. S. T. P.

 
Dr.Victor Correia- Como oportunamente foi explicado pela rádio, nós pretendíamos saber qual era a estratégica definida pelo M. L. S. T. P ·' quanto à participação de  elementos de S. Tomé, no Governo de Transição, face à política de independência  de S. Tomé e Príncipe; se era para já oportuno ou se não. A ordem que nos foi dada é a de que,  o elemento de S. Tomé, não devia participar num Governo Provisório – enquanto não  se estabelecessem negociações entre o Governo Português e o Movimento de Libertação  de S. Tomé e Príncipe. 
J M. -Portanto é uma questão de táctica e política, digamos assim
Dr.Victor Correia – Consideremos tática política; o Movimento acha que São Tomé não pode ficar aguardar que os problemas de todas as outras colónias sejam resolvidos
Dr. Celestino Costa - Não consideraria uma táctica policia, mas ·sim uma questão  de princípios. Dentro do Movimento tem que haver uma certa ordem, têm que estabelecer-se determinados princípios. Eles estabeleceram, portanto, que só após as negociações com o Governo Português, portanto com o Governo Central, é que, talvez, fosse dado inicio à entrada de santomenses para  cargos governativos . 
J. J\IJ. - Já houve  alguns contactos com o Governo Português, no sentido de se estabelecerem as negociações? 

Dr. Victor Correia – Contactos de natureza oficial não se estabeleceram; segundo me consta, houve um contacto particular, entre um elemento do MLTP e o Dr. Mário Soares.

J. M. -Não sei se acaso tomaram. conhecimento do teor do discurso do Governador; ele não só reconheceu todos os .movimentos políticos existentes em S . Tomé, incluindo o M. L. S. T. P., como as autorizou e deu-lhe  todas  as garantias previstas no programa do J.1. F. A. para fazerem a sua propaganda em S. Tomé  - Qual a razão  porque o M. L. S. T. P. ainda não veio. para S. Tomé, fazer a sua propaganda e ajudar, segundo as palavras do próprio Governador, na r construção de um novo S. Tomé? 
Dr. Celestino Correia  - Não  nos devemos esquecer  que o  o M. L. S. T.P. tem estado a trabalhar desde 1963 fora desta colónia; eles não puderam por razões evidentes, vir para S. Tomé trabalhar. Só após as negociações é que acho que os líderes deverão vir para S. Tomé e Príncipe.. 
J.M. - 0 Povo de S. Tomé e Príncipe acredita, realmente. que a sua terra tem possibilidade económicas e políticas para caminhar  para a independência. Qual o programa do M. L. S. T. F. no sentido d aproveitar essas potencialidades? 
Dr. Victor Correia - O problema independência económica tem um. duplo sentido. Pais nenhum hoje considera que pode viver, por si só, isto é produzindo todos os bens e serviços de que carece; qualquer país necessita de produzir, trocar aquilo que produz e importar. Portanto, neste sentido, qualquer país do ponto de vista económica, não tem a independência total. A independência a que se quer referir, com certeza,  é a possibilidade  de S. Tomé produzir receitas suficientes para fazer face às suas despesas. Pois eu creio, plenamente, que a economia  de S. Tomé  se pode organizar de tal forma que todas as necessidades da população de S. Tomé sejam satisfeitas e que até seja possível conseguir uma melhoria de nível de vida substancial. 
 J. M. - Absolutamente. Acho  portanto   que o fulcro  da independência residirá mais no aspecto de ordem económica. Há portanto que prever a reconstrução económica, aliás  como se prevê  no vosso programa, quais às linhas gerais dessa reconstrução económica? No capitule comercial, industrial e agrícola, designadamente. 


Dr. Victor  Correia -   O  Movimento  não nos transmitiu qual é  o seu pensamento nesse aspecto; só sabemos que o Movimento está muito debruçado sobre esses  problemas, e, sabe que, dadas as características  particulares de S.Tomé e Príncipe, o problema precisa de ser bem equacionado. 
J. M. - Segundo se lê num panfleto  distribuído pela Associação Cívica, o M. L. S. T. F. não luta contra os brancos, nem contra os negros, nem contra os mestiços. O  M. L. S. T. F. luta unicamente contra a opressão  e a exploração do  Povo de S. Tomé e Príncipe. Será,  pois um Governo multirracial?
Dr. Celestino Costa – O meu colega, Victor Correia, disse ao E. R. que o problema rácico já está  ultrapassado. Ele foi apenas um porta Voz do M. L. S. T. P .. O  racismo está mais que ultrapassado.

Dr. Victor Correia  - .A exploração , entendo que tem  um aspecto de   exploração económica, na medida em que a maioria da população não aufere o rendimento ao seu trabalho, na medida em que não lhe são garantidos determinados direitos, como seja determinadas vilas disporem de espaço mínimo vital para poderem expandir-se, para poderem, pelos menos, os seus habitantes, terem o seu quintal, a sua horta, etc. Outro aspecto, de exploração, para mim, é o facto de se ter verificado o santomense negro não ter sido devidamente dignificado; e é preciso que o homem respeite o outro homem, seja qual for a sua cor da pele
J.M – Quer dizer, portanto, que a comunidade branca tenha em vista esse respeito, um trabalho honesto e construtivo, ela pode confiar nos homens do MLSTP?

Dr. Celestino Costa  -  Acho que sim;  que continuem a trabalhar, que continuem a investir : volto a insistir que a exploração acabou; por outro lado que transfiram as sedes das roças para a colónia. As transferências que faziam um tanto ou quanto sem serem controladas, terão que ser controladas. Enfim, são os tais problemas sócio-económicos que o meu colega Victor Correia se referiu; uma coisa que tem que ser solucionada, tem de ser vista de outro prisma.
J.M. – Qual reforma que se venha a verificar, é nos moldes de uma reforma progressiva ou de uma reforma imediata no capitulo  da agricultura?
Parece existir um certo receio por parte dos roceiros, de ficarem sem  as suas propriedades ou de as mesmas virem a ser nacionalizadas. Que podem adiantar a esse respeito?~
Dr. Celestino Costa  - Volto a insistir que o Movimento, certamente, já se debruçou sobre esses problemas. O Movimento, está a par das dificuldades económicas da colónia, e portanto julgo que o Movimento, nas suas emissões que passarão a ser radiofundidas  provavelmente pela Rádio Oficial do Gabão, irá elucidar os tais roceiros sobre os sistemas agrários, sobre as reformas que pensa introduzir na colónia, quando  a passarem a governar 

J. M . -Outro  aspecto é o comércio, pois, em, S. Tomé, a sua actividade  económica  gravita sobretudo nos dois campos: o agrícola e o comercial, já que a indústria pouco significado tem. Também tenho notado, por parte dos comerciantes uma certa preocupação, uma falta de  tranquilidade, com respeito ao seu negócio. Acham que haverá de facto motivo  para isso? 
Dr. Victor Correia -Acho que não; a menos  que haja indivíduos que estejam pra  e simplesmente preocupados por terem grandes margens  de lucro, que estejam altamente interessados em poder importar tudo o que queiram, pois qualquer país do mundo faz um controle das suas importações, face às possibilidades da sua balança de pagamentos  e, quando a balança de pagamentos regista dificuldades, não se pode permitir a importação daquilo que não seja essencial.
J.M – O programa do MLSTP prevê também o desenvolvimento da pesca e de outras indústrias,  tendo em vista o aproveitamento das riquezas naturais de S. Tomé e Príncipe, Portanto, creio que a pesca, aliás como o turismo, são duas riquezas que até agora têm sido menosprezadas. Qual será, de momento, o programa previsto pelo MLSTP, em relação a estes dois campos: a pesca e o turismo?
Dr Victor Correia – O MLSTP está preocupado com os problemas económicos de S. Tomé; mas não nos transmitiu informações detalhada nesses apectos; só sabemos é que, se vai aproveitar todas as potencialidades das Ilhas de S. Tomé e Príncipe, salvaguardando no entanto, os interesses da população.
J,M.. Com respeito às relações diplomáticas com outros países, designadamente com Portugal e outros territórios de expressão portuguesa, o que prevê o MLSTP nesse caso especifico? 
Dr. Celestino Costa -  No aspecto diplomático, nós sabemos que,  S. Tomé não tem, para já, elementos suficientes para representar S. Tomé no estrangeiro ou mesmo em Portugal; mas o problema de certo modo também não se levanta na medida em que o Governo português era representado em todos os países africanos independentes pela Embaixada da Suíça; e nós podemos também seguir o mesmo exemplo 

J.M- - Mas pondo e parte esse aspeto das relações diplomáticas, que deixa de ser problema pelas razões apontadas, em face de toda uma série de despesas que um Governo independente exige, nos diversos domínios, como, por exemplo, a defesa, necessidade de ter exército; no cultural, pois será talvez necessárias universidades, escolas, etc. Em suma, é preciso haver dinheiro para que esse país possa ser de facto independente. Ou então o Governo desse país terá de recorrer a auxílios a governos de outros países?

Temos ainda ainda  uma parte pro transcrever à ação.

ERA ALTURA DOS ERROS SERVIREM DE LIÇÃO

Já lá vão mais de uma vintena de governos, com 20 primeiros-ministros, nos 39 anos de independência. É obra!  Era altura de se passar mais ação de que ao palavreado.  O colonialismo não deixou bons exemplos e os movimento do 25 de Abril, também mais não deixou que o pão já desmiolado,    mas, como é sabido, a melhor escola é a da vida:  aquela que se aprende com os próprios erros. Errar é próprio do homem. 




Na verdade, o povo de S. Tomé é único no seu género – Não deve haver nos oceanos outras ilhas em que as pessoas sejam tão hospitaleiras e pacíficas para com elas próprias e para com os estrangeiros que as visitam

Pois  quem é capaz de afirmar que, nestas ilhas, alguma vez alguém foi morto ou espancado por razões de natureza política? 

Isso  é quando há coeca metida em sarilho ou  ciumeira grossa -  Só assim é   que pode dar pró torto. Geralmente a vítima é a mulher. 

Mesmo assim, como há muita fruta por onde escolher, pelo que dificilmente o homem de S. Tomé e Príncipe, perde as estribeiras. Há muita mulher bonita e muita beleza nestas Ilhas à mão de semear.

É certo que a maioria esmagadora da população, vive no limiar da pobreza,  dificilmente pode dar-se ao luxo de consumir produtos importados. No entanto, não morre de fome. Mesmo com as roças completamente desfiguradas, reina ainda muito mato, na floresta não faltam frutos e  porcos , Além disso, o mar é imenso e cerca as ilhas para qualquer ponto para onde se estenda o olhar.

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