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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 12 de julho de 2020

São Tomé e Príncipe - 45º Aniversário da Independência – Sem as festividades tradicionais, com novos apelos ao diálogo por Manuel Pinto da Costa, a grande figura da nacionalidade santomense - Mas dificilmente poderão encontrar eco na oposição, cujo líder acaba de se demitir -

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA   "O diálogo nunca será uma causa perdida nem falhada porque sem diálogo não há democracia nem coesão social." - Palavras do então Presidente Manuel Pinto da Costa 




 Domingo, 12 de Julho de 1975 – O então primeiro presidente da Assembleia Nacional Nuno Xavier, cumpridas que foram as formalidades protocolares,  proclamava a  criação do Estado da República Democrática de São Tomé e Príncipe, ao mesmo tempo que, perante a alegria geral, da multidão que assistia à cerimónia,  subia no mastro, erguido junto à Tribuna de Honra,  a bandeira Nacional de S, Tomé e Príncipe e descia a bandeira do país colonizador. – Este o primeiro dia de um  marco histórico na vida de um país, que acabava de entrar para o concerto  das nações livres e independentes  - 

Pois é justamente essa gloriosa data, que o Povo de S. Tomé e Príncipe, gostaria de comemorar de forma festiva mas não o vai poder fazer por via da pandemia global


A véspera e a noite podia ser de festa e a mais festiva do ano mas não é pelas razões conhecidas - Houve já, no entanto, neste último sábado, a inauguração da ponte sobre o Rio Água Grande, numa cerimónia simples mas de importante significado, presidida pelo Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus

As duas pontes Inauguradas remontam da época colonial.. Estavam a carecer de obras e estiveram ao cargo da Empresa ACA Engenharia e Construções,

12  de Julho 2015

Neste domingo, o dia 12 de Julho, a principal cerimónia  vai decorrer  no palácio presidencial com um número restrito de convidados a semelhança de todo o programa do festejo, bastante diferente do habitual, por causa da pandemia do coronavírus, a Covid-19.
 

E por ser domingo, o feriado de 12 de Julho será gozado na segunda-feira, dia 13, de acordo com um comunicado desta instituição enviado esta tarde a STP-Press. http://www.stp-press.st/2020/07/09/por-ser-domingo-o-feriado-de-12-de-julho-sera-gozado-na-segunda-feira-dia-13/

MANUEL PINTO DA COSTA – A GRANDE FIGURA DA NACIONALIDADE SANTOMENSE, VOLTA APELAR AO DIÁLOGO  - Há cinco anos, então Presidente da República de STP, dizia, no seu discurso, que "O diálogo nunca será uma causa perdida nem falhada porque sem diálogo não há democracia nem coesão social.

 "O mundo mudou e São Tomé e Príncipe soube acompanhar essa mudança e ser pioneiro em África na transição pacífica e tranquila do monopartidarismo"-







2015 - Laureano Costa, oftalmologista, no Hospital Dr. Ayres Menezes, exercendo a profissão há  tantos anos como tem a República Democrática de S. Tomé e Príncipe, o seu país  – Numa breve entrevista,  que nos deu o prazer e a honra de nos conceder, num ocasional e amável encontro, ao lado do antigo Mercado Municipal, bem no centro do coração da capital, confessou viver “com muita alegria” os 40 anos da independência do seu pais.

o em que o país vive, 40 anos depois de ter proclamado a independência. –


Declarações  Leonel Mário d'Alva -  Em 2015  - Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe  de 21 de dezembro de 1974 a 12 de julho de 1975, quando o país conquistou a independência de Portugal . Do final de 1975 a 1980, D'Alva foi Presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe . Após as primeiras eleições democráticas do país em 1991, ele foi novamente eleito Presidente da Assembléia Nacional. Ele também atuou como ministro das Relações Exteriores de 1975 a 1978 e foi presidente interino de 4 de março a 3 de abril de 1991. D'Alva co-fundou o Partido da Convergência Democrática - Grupo de Reflexão (PCD-RG) em 1991 e, posteriormente, o liderou por muitos anos.

2015
2015- Com Jorge Fonseca e M Pinto da Costa

ESTA  A MELHOR CONQUISTA NOS 45 ANOS DE INDEPENDÊNCIA -   Em termos de formação   e de identidade -  Quantos santomenses formados se existiam em 1975? - Escassos - Se bem que, a nível  primário e liceal, já houvesse avanços significativos  - Com importantes instalações - Que continuam ainda a ser as principais.   


2015

Há cinco anos, no seu discurso, Manuel Pinto da Costa, sublinhava que “O nosso maior sucesso foi termos adquirido uma identidade, podermos ter as nossas próprias opções e até cometer os nossos próprios erros”…

É na nossa identidade, que começámos a reconstruir nas quatro décadas que levamos de independência que reside a chave para o sucesso de São Tomé e Príncipe, recusando a nacionalização do pessimismo, da crítica destrutiva, do desânimo, da inércia e do isolamento insular que nos empurra constantemente para nós próprios.


Temos uma democracia estabilizada e com provas dadas de maturidade.

"Alcançámos progressos significativos em áreas fundamentais para o desenvolvimento como a saúde e educação onde estamos à beira de conseguir cumprir em vários domínios os objectivos do milénio definidos pelas Nações Unidas.

Mas ao mesmo tempo defendia que temos de construir pontes entre nós próprios, independentemente das diferenças, num permanente diálogo construtivo e gerador de consensos estratégicos que permitam ao país construir um futuro melhor, o futuro com que todos sonhamos desde que conquistámos a independência.

O diálogo nunca será uma causa perdida nem falhada porque sem diálogo não há democracia nem coesão social.

2015

NA VIGÊNCIA DOS 4 ANOS DE GOVERNAÇÃO DE PATRICE TROVOADA, O DIÁLOGO FOI UMA CAUSA PERDIDA  -  Desejável era que não voltasse a ser - Esta é a razão pela qual, Manuel Pinto da Costa, volta a insistir no diálogo interpartidário  - 



Como é sabido, os 4 anos do governo maioritário  de Patrice Trovoada, foram marcados por uma ditadura  arrogante e repressiva, tendo mesmo chegado a mobilizar tropas   ruandesas para invadir o Parlamento, por forma a humilhar e  a intimidar a oposição

O ex-PM, escapou-se de S. Tomé, escusando-se a prestar contas e a entregar os dossiers ao Governo que o derrotou - Mas longe do Pais e, embora com paradeiro incerto, pelos vistos, continua a exercer a sua influência,na vida politica e social do arquipélago,, através dos meios financeiros que dispõe,- Nomeadamente, até no seio do seu partido, que igualmente abandonou

Daí não se estranhar o afastamento da   direcção do ADI, eleita em congresso realizado no dia 25 de maio de 201,  que veio renunciar ao mandato recebido dos militantes para liderar o partido por um período de 3 anos», anunciando no comunicado que o partido vive a mais de 1 ano uma profunda crise, que tem deixado a ADI perdida no cenário político nacional https://www.telanon.info/politica/2020/07/10/32130/adi-agostinho-fernandes-nao-aguentou/

2015
"MANUEL PINTO DA COSTA -  Quer São Tomé e Príncipe, se  transforme “num cantinho da terra onde dê gosto viver”.- E volta a insistir no diálogo 

 45 anos depois, uma vez mais, o apelo ao  diálogo nacional – A busca de Consenso –  Reconhecendo que S. Tomé e Príncipe encontra-se mergulhado numa profunda crise de múltiplas facetas, económica, política, social, cultural.

Sou filho legítimo da geração da utopia, gente que olha o passado com orgulho e para o futuro com esperança e confiança. Gente que não desanima, que luta melhor porque sonha.

Sonho com um São Tomé e Príncipe, a transformar-se “num cantinho da terra onde dê gosto viver”.
(..) “Vivemos todos num país, as duas ilhas que mesmo antes da independência até o momento actual, sempre conviveu com a instabilidade sobretudo política e social.
Já não deve ser novidade para ninguém que o nosso país atravessa há já algum tempo situações difíceis a nível económico, político, e social. Trata-se apenas de uma constatação dos factos e não encerra em si qualquer crítica, muito menos um dedo acusador a quem quer que seja.

2015

No que concerne aos partidos políticos, todos com ou sem assento na Assembleia Nacional, atravessam um periodo difícil de crises multiformes.
São Tomé e Príncipe encontra-se mergulhado numa profunda crise de múltiplas facetas, económica, política, social, cultural.

A quando do último encontro do conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República, foi dado a conhecer ao público, através da imprensa, que o Conselho constatou que no geral, as instituições da República Democrática de São Tomé e Príncipe, funcionam com múltiplas deficiências graves. - Excertos de 

(...) O sistema institucional santomense demasiadamente partidarizado, corre por conseguinte, sérios riscos de perder credibilidade, perdendo a legitimidade.
OS PARTIDOS POLÍTICOS

Os partidos políticos os mais importantes pilares do sistema democrático, por conseguinte carecem de reformas profundas. Ainda não estão devidamente preparados para garantir um funcionamento adequado de um regime democrático. Tentativas de reformas levadas a cabo neste ou naquele partido, não tiveram sequências.
Como dizia alguém muito acertadamente, a reforma é como andar de bicicleta. Se você para de pedalar, cai. Parou ..caiu.

Os partidos tem que se aproximar mais ao povo, abrir-se mais à sociedade civil.
Pilares indispensáveis do sistema democráticos, os partidos políticos deveriam estar permanentemente conectados à sociedade. É aliás nessa ligação é que deveria residir a sua força. Essa deve ser uma preocupação primordial na sua organização interna e na forma como como relacionam com o exterior.

O seu carácter estruturante exige uma interacção permanente com os cidadãos, que são, ou deveriam ser, a principal referência na forma como se organizam.

Os partidos políticos em pleno século XXI perderam no terreno o monopólio da mobilização. O avanço tecnológico dos últimos tempos, sobretudo a evolução da internet dos últimos anos, colocou a disposição do indivíduo, novas formas de comunicar e de intervir directamente no espaço que o rodeia, sem qualquer tipo de intermediações.
Os partidos políticos santomenses, todos, conhecem uma situação de crise preocupante. As oposições no interior dos partidos vão se estremando e conflitualizando cada vez mais. A concertação vai perdendo valor, enquanto instrumento que facilita o esbater das diferenças. Cada interesse prefere permanecer autêntico, específico e não deixa espaço para a interpretação e apaziguamento.


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