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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

SÃO TOMÉ - ATITUDE DO EMPRESÁRIO JORGE MOYSÉS TEIXEIRA. COIMBRA - DA CASA COIMBRA - QUE FICOU COM O MEU ESPÓLIO FOTOGRÁFICO E NUNCA MAIS MO ENTREGOU


"O Sr. Jorge veio cá buscar rolos de filmes todos. Dizendo que ia te mandar" - Este empresário português ficou-me com milhares de negativos. Comprometeu-se a ser portador da sua entrega - e até hoje, numa mais mos entregou.

CARTA ABERTA
Caro Sr.  Jorge Moisés Teixeira Coimbra:

Quando me encontrei consigo, aqui em Portugal, pedi-lhe o favor de, ao voltar a São Tomé, se deslocar a casa de Margarida  para ser portador do meu espólio fotográfico que havia deixado ao seu cuidado. E você foi lá, levou os milhares de negativos mas não mos entregou até hoje.

Recebi uma carta de Margarida, com a data de 6 de Junho de 1978, informando-me de que “senhor Jorge veio cá buscar rolos de filmes todos. Dizendo que ia te mandar” Sim, foi lá, teve esse gesto, mas entendeu apoderar-se, abusivamente, do que não lhe pertence. Mandei-lhe várias cartas mas nem sequer teve a gentileza de me responder.

Azar o meu quando nos encontrámos na baixa lisboeta e lhe pedi esse favor! - Quantas vezes já me não arrependi por não os ter levado comigo na canoa – Na véspera preparei tudo para os trazer, porém, receando perdê-los ou danificá-los na viagem com a água do mar, apenas ousei levar uns quatro ou cinco (de fotografias premidas em exposições); afinal, acabei por perdê-las de outra maneira – e, pelos vistos, de um modo bem traiçoeiro!

Atitude completamente diferente da que teve o Sr. Afonso Henriques Ferreira - pessoa muito respeitada naquela ilha, que sempre muito considerei, que igualmente se dirigiu a casa de Margarida, a meu pedido,  para ser portador de um álbum de fotografias (pois as películas, todos os negativos, já os tinha levado você) ele teve a amabilidade  de mos entregar. Mas você usurpou-mos!Não é uma pessoa séria.

- Não gostaria de enveredar pela via judicial, pois acho que isso não seria a melhor solução, mas não posso aceitar que fique com um trabalho que não lhe pertence! Não me conformo que continue a apoderar-se de um bem que eu considero de inestimável apreço.  – São documentos e recordações, a que atribuo um valor afectivo muito grande e que muito me custa ver perdidos,

Como se recordará, quando voltei, a São Tomé, alguns meses depois da minha travessia numa pequena piroga de São Tomé à Nigéria, dirigi-me à sua loja - tal como também a outros comerciantes e pessoas amigas a quem fui pedir o  apoio para a  travessia que contava realizar a bordo da canoa Yão Gato, com a qual estava determinado a desafiar a solidão do Atlântico e tentar a travessia de São Tomé ao Brasil.

Das imensas dificuldades por que passei, já eu lhas descrevi, em parte, pessoalmente, quando me encontrei consigo, no Rossio, em Lisboa, quase dois anos depois. Nessa mesma altura, aproveitei ainda para lhe agradecer, uma vez mais, a colaboração que então me prestou, e a que eu já fiz referência nas várias exposições que apresentei.

No entanto, se por um lado, este é um aspecto positivo que me apraz registar, há todavia um outro que me parece condenável, muito deselegante da sua parte – Mais do que isso! É como se acaso me tivesse deferido um golpe de punhal – Sim, acredite, é um sentimento da mais profunda decepção e de revolta que eu tenho contra si – E sabe porquê, Caro Sr. Jorge?! – Sabe, muito bem, com certeza! 

Caso tencione repensar a sua atitude e fazer-me o favor de me  entregar o espólio, que lhe pedi que fosse portador, 

 No dia que se dignar fazê-lo, esta carta aberta deixará de ter sentido e retirar-lá-ei deste blogue
Cordialmente
Jorge Trabulo Marques

COMPANHEIRA, CONFIDENTE  E GRANDE AMIGA - QUANTO NÃO SOFRESTE  QUANDO ME VISTE  PARTIR, DE NOITE E SOZINHO, NUMA CANOA RUMO À NIGÉRIA, ALI PERTO DA PRAIA LAGARTO -  SEI QUE JÁ  PARTISTE PARA A OUTRA VIDA - PARA A VIAGEM À QUAL NINGUÉM ESCAPA



POR ISSO MESMO, SABENDO QUE NUNCA MAIS TE VOLTAREI A VER, MAIS SAUDADES AINDA ME DEIXAS  - DE FACTO, SE ALMA EXISTE A QUEM O CÉU NÃO POSSA SER RECUSADO, TUA ÉS  UMA DESSAS GENEROSAS ALMAS - ETERNA AMIGA! JAMAIS ME ESQUECEREI DE TI.
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AO RELER A TUA CARTA, AS BREVES LINHAS QUE ME DIRIGISTE, MAIS  SE ME REFORÇA A IMPRESSÃO  DE QUE OS TEUS PRESSENTIMENTOS BATIAM CERTOS: DE QUE UM  TAL SR. JORGE COIMBRA, NÃO ERA PESSOA DE CONFIAR. 

MAS AGORA QUE FAZER? ROGAR-LHE UMA PRAGA, DESEJAR-LHE LONGA VIDA E MUITA SAÚDE OU RECORRER AOS TRIBUNAIS, ALGUMAS DESTAS COISAS, TEREI MESMO EM QUE REFLECTIR




LINKS  RELACIONADOS COM O SR.JORGE MOYSÉS TEIXEIRA COIMBRA

*Art. 1 Dispensar o Senhor JORGE MOYSÉS TEIXEIRA COIMBRA da função de Cônsul Honorário em São Tomé, República Democrática de São Tomé e Príncipe.**DOU 25/06/2004 - Pág. 20 - Seção 2 - Diário Oficial da União


Resolução n.º 2/VII/03


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Grande e Jorge Moysés Teixeira Coimbra, casado com ...


 .LINKS PARA MAIS FÁCIL ACESSO A OUTRAS POSTAGENS:

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