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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 17 de maio de 2013

37ª Dia Estou partido! Tenho o estômago metido para dentro...Estou realmente bastante fraco


26 de Novembro de 1975

Fundeado junto a uma praia da região de  Bococo, a sul da Ilha de Bioko - Guiné Equatorial -  26 de Novembro de 1975 -  Era já noite e não pude acostar. Na manhã seguinte, descobriria, na mesma orla, algures para oeste, um pequeno areal negro onde pude finalmente desembarcar. As horas magníficas que ali passei durante a manhã, naquela pequena enseda luxuriante -  qual  aspirante a Robinson Crusoe  e depois a caminhada pela floresta que me levaria a uma finca de cacau, a forma amistosa como ali fui bem recebido a contrastar com o comportamento desumano das autoridades que, mesmo extremamente debilitado, nesse dia à noite, me levariam para os calabouços de uma esquadra, sob supeita de espionagem, tendo, no dia seguinte, sido conduzido algemado para a  mais temível cadeia de África - a tenebrosa Blach Becah  -  Quer dizer morte. Quando um prisioneiro chega a esta prisão, sua família começa a preparar o caixão.- Os relatos, dessas vicissitudes por que passei na Guiné Equatorial,  que pude redigir na minha cela, cujos cadernos guardo mas, dada a  sua extensão, conto editá-los em próximas postagens - Junho ou Julho - Para já, veja como foi a minha aproximação a terra, após tão longo e penoso calvário de tormentosos  dias e noites de incerteza.

Muito por culpa do comandante do pesqueiro americano, Hornet, que me tendo prometido, em S.Tomé, que me largaria a sul de Ano Bom, na influência da corrente equatorial que me arrastaria para o Brasil - rota que pretendia seguir - me trocou as voltas, quando fundeou a Norte e ao largo daquela ilha: ou fica a bordo ou canoa ao mar - Optei pelo regresso a S.Tomé  - E, navegar no Golfo, em plena época das chuvas e dos tornados, numa frágil canoa, era opção quase suicida, de vida ou de morte - Apesar de tudo, quis o destino que, mesmo tendo sido atingido por violenta tempestade, logo na primeira noite, que me causaria a perda de quase todos os apetrechos e víveres, fosse um homem de sorte.


( 

É manhã do 37º dia. Ainda me encontro no mar...Estou partido!...Tenho o estomago metido para dentro. Não tenho nada na barriga... Estou realmente bastante fraco!...Estou mais próximo de terra... mas os ventos não me têm ajudado.














A manhã surgiu cinzenta e quase morta, sem a mais leve aragem a quebrar a sua triste monotonia.  Por detrás do horizonte brumoso, a custo desponta, de quando em quando, o pálido disco solar. A nordeste, vejo ao longe contornos de terra, altas montanhas cobertas por um espesso manto de um verde escuro, cujas cumeadas  ora se cobrem ora escondem sob densos nevoeiros ou claras neblinas, visão, aliás, reconfortante, porém, fisicamente, ao mesmo tempo, tão próxima como distante. Contornos de uma costa que toma o aspeto de um enorme triângulo, recortada por uma enorme baía. Mas não estou ainda  bem certo  se é o continente ou Bioko - a Ilha de Fernando Pó. As correntes mal se sentem mas  arrastam-me ao longo dessa mancha, em vez me levarem na sua direção.





Finalmente, ao princípio da tarde, levantou-se algum vento. Estou a velejar  mas com extrema dificuldade, devido à ondulação, que é muito forte. O leme, que lhe adaptei, soltou-se com uma vaga do primeiro tornado - e lá foram também os remos. Por mais esforço que faça, com o remo improvisado, não há maneira de embicar para terra. De volta e meia, a canoa atravessa-se à vaga. Mas lá  vou indo, lá vou navegando,  com determinação e a  graça de Deus








Não me apetece abrir o meu baú (o caixote de plástico), pegar no gravador e fazer o registo do meu diário. Estou apreensivo e confuso, não tenho vontade de dizer nada. Calculo que seja uma da tarde. O relógio que trouxe deixou de funcionar na primeira noite do naufrágio. Há horas que parecem infinitas... É verdade... Mas nunca perdi a noção do tempo. Quando há sol é fácil calcular as horas pela  posição que descreve no arco  do firmamento. Se o céu  está nublado, carregado de nuvens ou tempestuoso, é mais complicado. No entanto, quem é que não sente o peso do tempo?!... Quem é que,  nestas circunstâncias, não conseguirá determinar a rotação do dia ou da noite, o movimento das marés  - que no alto mar também se notam! Vogando, com a vida  à flor do mar, errando perdido,  sem destino!...


Oh, se pudesse ir a nado!... Mas não posso. Sinto-me muito fraco, cheio de fome, mas não me rendo. Estou confiante de alcançar  anda hoje, terra firme, chão seguro!..  A bússola dá-me a leitura de todos os quadrantes, porém,  não podendo dispor  de meios para calcular a minha posição, fico sem saber onde estou.  No entanto, de uma coisa estou certo: a terra está ao alcance dos meus olhos, estou muito próximo!... E tão longe de a poder alcançar, eu já me encontrei!...


Deverão ser aí três da tarde. O vento abrandou um bocado mas o mar continua muito ondulado e as minhas forças são fracas. Estou exausto, terrivelmente cansado. As pernas tremem-me e o ventre aperta-se-me com cruel dureza... Que suplício, meu Deus!...Oh, mas não posso desistir, a costa está ali à minha frente e tenho que a alcançar.


Aproxima-se o fim de tarde - Já não há vento. O mar está calmo. Entrei numa zona, que é nitidamente litoral,  com várias  manchas de correntes, que trazem à superfície uma infinidade de detritos vegetais de terra. Desde cascas de cocos, ervas, folhas de árvores, verdes ou já quase desfeitas, frutos secos e podres. Já meti algumas folhas e frutos à boca para mitigar a fome. Também se veem muitos grânulos de alcatrão e dejetos de aves.  E, como não podia deixar de ser - pois nunca deixaram de seguir a  canoa , também afluem peixes de várias espécies, que saltam, espinoteiam, aqui e além por entre os despojos e nos contínuos remoinhos, ora sôfregos, ora talvez competindo ou divertindo-se com tamanha abundância de alimentos.













Chamou-me atenção um coco, flutuando e a rebolar de um lado para o outro.  Dei umas remadas na sua direção. Qual não foi o meu espanto!... Estava sem a amêndoa e com a casca meia partida mas com um peixe lá dentro. Em redor, vários peixes graúdos, nadando em torno do coco, pareciam fazê-lo saltar. Claro que aproveitei a presa, o pequeno peixito para o meter logo inteirinho à boca. De seguida apanhei mais dois cocos inteiros. Um deles descasquei-o imediatamente com o machim e aproveitei para saborear a suculenta amêndoa. O outro guardei-o para mais tarde. 

Pormenor curioso, a companhia de uma ave: deixou o bando e veio pousar na ponta da proa da canoa, teimando acompanhar-me.  Não me pareceu que estivesse doente ou cansada. Teve sorte, achou-me inofensivo. Pois,  se não tivesse tão próximo de terra, já lhe teria pregado uma partida - Ainda bem, para ambas as partes; é que, à falta de alimentos, lá tive - e com  muita pena minha -de sacrificar tão amorosas criaturas . Além de muito piolhosas, só têm penas, pele e ossos.

Quando fiz a viagem de S. Tomé à Nigéria, de manhã, ao acordar, a borda da canoa parecia um autêntico pombal. Registei belas imagens: ao regressar a S.Tomé, deixei-as na redação de uma revista, esta entretanto extinguiu-se e perderam-se. 





O sol brilha acima de algumas nuvens no horizonte. Não há sinais de mau tempo e o mar está calmo. Mas o esforço com o remo, deixa-me arrasado. Queria libertar-me destas pequenas correntes, que parecem leitos de rios e me arrastam nos mais desencontrados sentidos, estou a ver que não consigo. Era bom que se levantasse um pouco de vento para velejar. A distância parece-me curta mas só com ajuda do remo, receio que não possa chegar lá ainda hoje.



Mais umas remadas, ó Jorge!...Vá lá!..  Tens a terra, ali a  quatro ou cinco centenas de metros!... Dobra-te sobre o remo!.. Aperta o cinto e não desistas!... De modo algum, vou desistir... Se não  desisti, até agora, como poderia desistir com os perfumes, balsâmicos, vindos da floresta, a revigorarem-me os pulmões e o meu coração?!...Tenho de lá chegar, antes que anoiteça!... Tenho de me embriagar com os aromas e as fragâncias da sua luxuriante verdura!...Vamos!...Coragem!

E lá vou remando, esforçando-me o mais que posso, dando tudo por tudo. Só Deus sabe com que inaudito esforço. Ora tombaleando a bombordo, ora a estibordo. Encurtando,  pouco a pouco, a distância que me separa do recorte da íngreme encosta verdejante, que se eleva aos meus olhos. O arvoredo já não é propriamente um emaranhado denso e uniforme, de um verde escuro. Por entre a brenha densa do espesso manto arbóreo,  que se ergue desde a orla até perder-se nas névoas de  uma elevada montanha, notam-se, de onde em onde, vários matizes coloridos, que vão do amarelo ao vermelho,  a contrastar a uniformidade verdejante. Ouço perfeitamente o marulho da rebentação espumosa. Mas ainda não consegui divisar um palmo de areia. 



Entretanto, o sol vai descaindo no ocaso, vai pousando sobre o horizonte, como que despedindo-se de mim através de um rasto luminoso, que se estende à superficie das águas e parece querer envolver-me por um brilho nostálgico, místico, algo tranquilizador e sobrenatural.  Será este o prémio do meu esforço, da minha vitória sobre tantas e tão enormes adversidades?!... Sim, creio  que posso alimentar essa consoladora esperança.   O chão firme, já não é um desejo ardente mas uma certeza que  se me abre de forma tão esplendorosa!... Não sei que lugar é este que tenho à minha frente; não faço a menor ideia como vou ser recebido, que riscos ainda me aguardam. Até porque já me apercebi que a costa é abrupta e não vou poder acostar. O crepúsculo, nestes mares, é muito rápido e a noite está já quase a cair sobre mim. 


Ainda não parei de remar. Ando para aqui de um lado para o outro a tentar descobrir uma qualquer língua de areia mas é tudo aprumo. A floresta é já uma mancha negra. Ainda bem que o tempo está calmo, quando não era atirado de encontro às rochas. Na viagem que fiz de S. Tomé à  Ilha do Príncipe, ao pôr do sol, encontrava-me junto a um promontório. rochoso e escarpado. - Impossibilitado  de me aproximar, lá tive que me escapar para o mar para não ser atingido pelo tornado, que estava a formar-se àquela hora no horizonte.  Com a costa, ali a dois palmos!... Que noite mais horrível, meu Deus! Mar tumultuoso e negra escuridão, que os relâmpagos iluminavam e me deixavam quase cego.Não há palavras!...



 Não tenho a certeza se a floresta é habitada. Pareceu-me ter visto alguns focos de luzes por entre o arvoredo. Mas deve ter sido ilusão minha. Embora, apenas já se distingue  uma massa escura, - , sim, agora só se ouvem os sons da floresta, o piar da passarada  e o vai e vem das águas, batendo e recuando não se sabe aonde, contudo, os perfumes inebriantes de toda esta atmosfera, rica e acolhedora que me envolve,  a pujança e a sua beleza que se adivinha, misturados com a doce e quente   marezia, transmitem-me uma serena paz, uma tranquilidade que há muito não sentia. Porém, com muita pena minha, tenho que ficar mais uma noite no mar. A costa é profunda. Tive que lançar várias vezes a âncora até encontrar a profundidade a que pudesse chegar a corda que amarra. Mas, por fim, lá descobri, junto a uma espécie de ilhéu, o sítio onde a âncora se prendeu. Tenho o estômago um bocado rijo, devido ao coco, às folhas e frutos, que andavam a boiar e que comi.Certamente que não vai ser fácil adormecer. Espero é que não surja mau tempo e possa retemperar um pouco as minhas forças.- Mas, antes  de me deitar, ainda vou verter para o gravador o meu primeiro testemunho, junto a esta encosta paradisíaca.

 É já noite do 27º dia! Estou à beira de uma praia!... De uma floresta virgem!...Floresta maravilhosa!... Tive imensas dificuldades!... Foi um bocado exaustivo!...Para conseguir...utilizei todas as minhas forças!... Já não tinha água!...Não tinha nada!...Depois encontrei alguns cocos... próximo aqui da praia!... Com os quais mitiguei a fome!... Estou  muito fraco! Mas ao mesmo tempo reanimado! porque estou próximo...Tenho aqui a canoa fundeada!....esperando o dia da amanhã!...Não sei, efetivamente, que terra é esta!... Mas é terra!... Uma terra que me parece fértl, rica e  maravilhosa!




"Mãe: Venho de longe e cansado
(...) Que me resta da fluata que inventei?" - Fernando Grade 

(...)"É noite, mãe: aguardo, olhos fechados, 
que uma qualquer manhã me ressuscite!...  António Salvado, in "Difícil Passagem"




Diário de Bordo .... 15ª dia -  UM GRANDE BARCO PASSOU AO MEU LADO ***** ******.....17ª Dia - Se me perguntassem qual era o meu maior desejo ..... ....;BIOKO À VISTA - ILHA DO “DIABO......***.;NÁUFRAGO - 18ª DIA – MAIS UM BARCO PASSOU A CURTA DISTÂNCIA ......; 19º Dia – Sinto muita sede  ...     ...; 20ª Dia Estou envolvido por enorme cardume,...........;21º DIA – “Sinceramentejá tenho pena de ter ferido aqueles tubarões ............;Náufrago 22.º dia - A canoa esteve há pouco à beira de se virar .......;23º Dia -Vi uma borboleta!    ..24º Dia - É tubarão!.... Filho da mãe....... 25º diaEstou cheio de sede e de fome............26ª Dia Não tenho comidaÁgua também não. .      . 27ª dia  mar nunca se podem fazer cálculos seguros!...........28º Dia - Grandes vagas alterosas entravam dentro da minha canoa!.        29ª dia - Passei a noite todo encharcado.....       30º Dia - Não comi nada: limitei-me a comer uma das barbatanas do tubarão. .......... 31º Dia - A canoa a meter água cada vez mais!.... .............. .32º Dia -Estou comendo o coco! Avidamente!... Sofregamente!................33º Dia - Estou exausto!.........Dia 34º -  Sinto uma grande dureza no estômago....35ºDia - Acordei com o barulho de uma enorme baleia aqui próximo da canoa........36º Dia - Comi a ave que apanhei ontem! (...) Tenho a costa de África muito próxima... É já noite"... Estou a velejar! Estou-me a precipitar como um suicida. Tenho fome! ... Não posso demorar mais tempo!....

2 comentários :

Jorge Costa Reis disse...

Muito obrigado pelos seus comentários e achegas no meu site. Estive a ler parte do seu blogue que muito admirei. Parabéns por ele.
Por mim espero voltar a São Tomé com mais tempo. Foi terra e foram gentes que me ficaram no coração.
Já agora peço-lhe que veja e comente o blogue que eu dediquei exclusivamente á minha viagem. Tem o link na barra horizontal logo no início da página ou pode seguir por aqui: http://viagemstp.blogspot.pt
Obrigado e abraço.

canoasdomar disse...

Olá Caro Dr. Jorge Costa Reis – Este comentário vai ser reproduzido no meu site, em resposta ao seu amável comentário, e também no seu blogue – As minhas viagens São Tomé e Príncipe - Pois, aqui estou, com muito gosto, a transmitir-lhe o meu agradecimento e a minha impressão - Já sei que é médico - Esta não é uma profissão como as outras. Tive o prazer de entrevistar para a Rádio Comercial (então da RDP) e ser amigo de Bernardo Santareno e de Fernando Namora – Estive em casa do autor do Trigo e o Joio, por várias vezes. Mesmo no ano em que ele faleceu. Ele também era um excelente pintor, mas de que não quisera fazer gala, dada a sua simplicidade. Ambos, pessoas e escritores de rara sensibilidade. Vejo que, além de ser um excelente fotógrafo, escreve muito bem e é um bom observador. Vou pois começar por ler esta postagem e ver a fotografia que reproduziu do monumento dedicado ao massacre do Batepá, a que também me refiro em Odisseias nos Mares. De facto, não há palavras para transmitir a barbaridade que, em Fevereiro de 1953, se abateu sobre o indefeso Povo de S. Tomé. Eu só tomei conhecimento, verdadeiramente deste drama, após o 25 de Abril. Era então correspondente da Semana Ilustrada, de Luanda, tendo publicado vários textos e entrevistas a algumas das martirizadas vitimas: desde o homem Cristo, que logrou sobreviver de uma cela onde mais de uma trintena de homens morreram asfixiados, tendo-se salvado unicamente ele, pese o facto de ter sido crivado de balas. Também entrevistei o verdugo José Mulato, que teve o descaramento de me afirmar que tinha sido uma máquina bruta a matar”. Mas que não sentia remorsos, visto estar a cumprir ordens. Conheci pessoalmente, Sum Marques, estive em sua casa em Algés, tendo também entrevistado para a Rádio Comercial. Sem dúvida, um excelente escritor e um homem corajoso – Hoje vou ficar por aqui. Pois estou a fazer uma direta e ainda não me deitei. Mas prometo que vou ser um leitor muito atento do seu blogue. Tanto mais que me traz informação atualizada. Eu já não vou a S. Tomé há muitos anos e conto lá ir ainda este ano para matar saudades. Um abraço amigo, com muitos parabéns pelas fotos e especial atenção e carinho que dedicou a estas Ilhas, que eu amo como se fossem o meu torrão natal