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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Ministro da Educação, Cultura e Ciência, recebe espólio da exposição “Sobreviver no Mar dos Tornados”, de Jorge Trabulo Marques – E os achados arqueológicos descobertos durante a sua permanência em S. Tomé. Amanhã, pelas 11 horas, o jornalista e investigador, vai ser recebido pelo Presidente da República.

Por Adilson Castro - Jornalista

O jornalista e investigador, Jorge Trabulo Marques, que, recentemente, apresentou no Centro Cultural Português/ Camões I.P., em São Tomé, a exposição “Sobreviver no mar dos tornados – 38 dias à deriva numa piroga”, composta por um conjunto de fotografias, artigos e excertos do diário de bordo, descrevendo as suas aventuras marítimas e de escalada ao Pico Cão Grande, fez na manhã desta segunda-feira na capital de São Tomé, a entrega oficial do espólio desta exposição que teve lugar no Gabinete do Ministro da Educação Cultura e Ciência, Olinto Daio, para ser doado ao histórico Museu Nacional de São Tomé e Príncipe.

O conceituado Jornalista, que, desde há vários anos se dedica à investigação das origens do povoamento das Ilhas de São Tomé e Príncipe, quer através das várias travessias, realizadas em pirogas, quer em estudos aprofundados de caráter documental, histórico e arqueológico, aproveitou ainda para oferecer dois objetos, descobertos nos seus trabalhos de investigação, nomeadamente, uma antiga espada e um punhal, que se encontravam submersos na zona litoral de Anambô, a norte da ilha de São Tomé,

Ainda no âmbito desta sua recente descoberta, o jornalista Jorge Marques, também será recebido em audiência esta terça-feira pelas 11 horas, pelo Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa na no Palácio do Morro da Trindade, a quem falará igualmente das suas descobertas, as quais poderão ser de relevante importância histórica, caso se comprove a sua antiguidade; quer também de igual importância para a historiografia colonial portuguesa destas ilhas, visto que, até hoje, o que é de domínio público bibliográfico,  apenas se tem fundamentado em escassos relatos. 

Com esta receção, Jorge Trabulo Marques, que se encontra nas terras são-tomenses desde um mês e meio, onde também associou-se as comemorações dos festejos dos 40 anos da Independência Nacional do Arquipélago, deixará a capital do país esta terça-feira no Avião da TAP de regresso a Portugal.

Por: Adilson Castro

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