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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Cabo Verde – Exemplo de Democracia em África – Presidente de S, Tomé e Príncipe, Pinto da Costa, faz saldo positivo da sua visita à terra da morna e da coladeira, considerada um modelo de democracia e boa governação no continente africano apesar dos altos índices de pobreza que tinha na época da independência.. – Queixa-se de que, os partidos da oposição, no seu país não têm voz.



A democracia e o multipartidarismo,  em Cabo Verde, constitui um exemplo para a África e para o mundo: “de democracia, transparência e boa governação” Assim é reconhecido, tanto  interna como externamente pela comunidade internacional

E foi justamente essa realidade que o Presidente de  S. Tomé e Príncipe, ali pôde também testemunhar, durante os quatro dias da sua visita, a convite do seu homólogo, Jorge Carlos Fonseca, que lhe dirigiu por ocasião da sua deslocação às Ilhas Verdes do Equador, que coincidiu com as comemorações do 40º aniversário da independência daquele arquipélago – Visitas estas, que, pelos vistos, ambas foram coroadas de êxito e reforçaram ainda mais as relações de cooperação e de amizade entre os dois países  

Em declarações prestadas à Voz da América, no regresso ao seu país, Pinto da Costa, diz ter ficado bastante satisfeito com a forma como as instituições cabo-verdianas funcionam, classificando-as como  “um exemplo a ser seguido em São Tomé e Príncipe”.

É que os sujeitos políticos devem ter a capacidade de deixar as diferenças e ideologias de lado e priorizar sempre os superiores interesses do país”, conclui Manuel Pinto da Costa, sublinhando que,  no encontro que teve com a comunidade são-tomense radicada em Cabo Verde, “o diálogo constitui a peça importante para o acerto de ideias, que permitam construir pontes para a consolidação democrática e o desenvolvimento país.

Na mesma entrevista, concedida à VOA, o Presidente de São Tomé e Príncipe. ,manifestou-se preocupado com  “o trabalho da comunicação social, sobretudo dos órgãos públicos” – Denunciando que “os partidos da oposição praticamente não têm voz nos canais de informação do Estado, situação que espera seja alterada, porquanto "sem uma imprensa livre o exercício democrático no país fica condicionado". Presidente de São Tomé e Príncipe defende maior cooperação regional





CABO VERDE – Um modelo de democracia e de boa governação em África

Os dirigentes políticos dos países africanos - mas não só –, onde a instabilidade, os conflitos e a corrupção, os negócios obscuros, quase não despegam, deviam pôr o olhos no exemplo seguido por Cabo Verde - Não há outro país, em África, que, apesar de não ser possuidor das grandes jazidas de petróleo ou de outras riquezas naturais (pelo contrário, fustigado por severas e prolongadas secas) tenha sido capaz de, após ter-se libertado do  colonialismo e proclamado o multipartidarismo, haja logrado um tal nível de maturidade de governação e do funcionamento das instituições democráticas.



E assim parece continuar apostado – Em novos desafios em prol do progresso e bem-estar das populações.  – Foi a que aludiu, o Presidente Jorge Carlos Fonseca, no passado dia 5 de Julho, ao  discursar na sessão especial da Assembleia Nacional para assinalar o 40º aniversário da Independência, frisando “que os sucessos de Cabo Verde nos 40 anos de independência são reais e muito importantes e devem ser proclamados com orgulho, mas sublinhou que nem tudo correu bem"

Por seu turno, em declarações proferidas, na mesma altura,  à Agência Lusa, o director executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Carlos Lopes, considerou que  Cabo Verde foi “o melhor aluno do desenvolvimento dos países africanos e está no topo dos que respeitam a democracia”, tendo também “bons indicadores de governanção e grandes resultados na área social

E lembrou que, em 40 anos de independência, Cabo Verde contou com apenas quatro presidentes -- Aristides Pereira (1975/91), António Mascarenhas Monteiro (1991/2001), Pedro Pires (2001/11) e Jorge Carlos Fonseca (desde 2011) -, facto quase único em África, sobretudo porque, apesar dos 16 anos de monopartidarismo inicial, prevaleceu a democracia e a estabilidade, permitindo que todos cumprissem os respetivos mandatos de cinco anos.

"Em 40 anos a Presidência cabo-verdiana contou com quatro chefes de Estado, o Governo, nas mesmas datas, foi chefiado por três primeiros-ministros -- Pedro Pires (PAIGC/PAICV), Carlos Veiga (MpD) e José Maria Neves (PAICV), tendo este último já anunciado que deixará a política ativa após as eleições legislativas do primeiro trimestre de 2016, após 15 anos à frente do executivo.”. Cabo Verde chega aos 40 anos como exemplo de boa .

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