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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Músico Santomense, em Portugal – PEKAGBOOM. – Faz apelo no Facebook para lançar “banho público”, em S. Tomé - O artista mais interventivo socialmente, sem recursos para custear passagem, que é demasiado cara para o grosso da população - Bateu a algumas portas mas denunciar a violência doméstica e outros temas musicais, quentes, ainda incomodam sensibilidades.

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista (actualização - conseguiu o apoio pretendido e vai apresentar o seu álbum dia 19 na Casa Cacau)

PEKAGBOOM  - que também poderia significar pecado bom, porque, em boa verdade, os seus pecados, até arrebatam os corações e não os entristecem,  fazem despertar consciências da sua moleza ou insensibilidade - , é o pseudónimo artístico do músico Pércio Silva, nascido em Angola, na Maternidade da Sagrada Família, em Luanda, mas filho de pais santomenses, logo, com suas raízes,  genuinamente fundas no solo das ubérrimas  e maravilhosas Ilhas Verdes do Equador.


Num país de cultura "leve-leve", com baixo índice de violência urbana e criminalidade, é no âmbito doméstico que ocorre a maior parte das agressões,um terço das mulheres admite ter sido alvo dessa violência . PeKaGbOoM ( oficial) fala sobre essa realidade no DW (Português para África) e de como está usando a curta-metragem Elsa Figueira para trazer ao assunto à ribalta




AFINAL DO QUE PRECISARIA  PEKAGBOM – Que as companhias aéreas, fossem pelo menos mais benevolentes para os naturais das Ilhas de S. Tomé e Príncipe, como sucede, em Portugal, com a Madeira e os Açores  - É mais barato viajar até à China, Índia ou aos longínquos países ocidentais, ou mesmo americanos, de que ir de avião a S. Tomé e Príncipe

Precisaria, antes de mais, que os preços praticados, pelas duas transportadoras aéreas, não fossem tão gulosos e proibitivos para a esmagadora maioria da população: onde a média salarial, anda à volta dos 25 a 30 euros mensais – Quando as tarifas aéreas, em média rondam os mil euros – Salvo os chamados pacotes promocionais, incluindo a hospedagem e  promovidos pelas agências, para quem vá por escassa semanita, sim, para quem se dirija aos balcões da TAP ou da STPAIRWAYS, estas empresas  parece que visam unicamente encher os bolsos e o povo que se lixe.  

O APELO DE QUEM DEVERIA CONTAR COM O APOIO, SEM RESERVAS

Eis o que nos disse numa mensagem que nos enviou: 

Pretendo lançar este CD em são tome na casa CACAU com alguns convidados especiais e doar uma parte de vendas do disco para a CÁRITAS em STP de forma ajudar os meninos que precisam no nosso pais.

Tenho quase tudo preparado e neste momento a minha maior dificuldade é conseguir passagem de viagem para STP no próximo dia 30 de Janeiro.


Tenho tido muito apoio da família e das pessoas mais próximas mais infelizmente falta a confirmação das passagem para STP E LANÇAR ESTE PROJECTO MUSICAL E SOCIAL PARA COMUNIDADE SANTOMENSE.


GOSTARIA DE TER O APOIO DOS EMPRESÁRIOS SANTOMENSES DE FORMA AJUDAR A DAR A CONHECER ESTE PROJECTO QUE É DE TODOS NÓS.



AGRADEÇO MUITO À EMPRESA GRUPO PONTA D.OURO PELO APOIO QUE ME TEM DADO NESTA RETA FINAL  - QUE SERIAMENTE ME AJUDOU MUITO A AVANÇAR COM ESTE MEU PROJECTO. O empresário Orlando da Mata marca a diferença acreditando e ajudando, com seu patrocínio, em nome da sua empresa que faço questão de um dia fazer algo com o mesmo tamanho a grandeza.
 
Agradeço muito os blogs santomenses, rádios e tvs pelo trabalho que têm feito na divulgação de alguns temas do álbum  BANHO PUBLICO. Aos carinhos dos fãs porque sem eles a minha carreira não existia.

E DO QUE,AFINAL,  FALA  E  CANTA, O SEU “BANHO PÚBLICO” “ 

“De encorajar as mulheres a denunciarem a violência doméstica”, De cujo álbum foi realizado um vídeo, lançado no Dia Internacional dos Direitos Humanos  - “A  curta-metragem, por  “Elsa Figueira” que conta a história de uma mulher que enfrenta a violência do homem que ama. A ideia surgiu do rapper são-tomense Peka G Boom que escreveu uma música para alertar sobre o problema da violência doméstica durante a produção do álbum “Banho Público”, em São Tomé, que será lançado em fevereiro de 2016.



O cantor escreveu a música em 2013, o realizador Kris Haamer fez o vídeo e o pintor Catita Dias juntou a fotografia através dos seus quadros. Aliados com a ONG Galo Cantá, estes três artistas criaram a campanha “Elsa Figueira”. (…). O rapper explica que “queria fazer algo que marcasse a diferença e ajudasse a sociedade são-tomense” foi quando reparou “que em São Tomé existem muitos casos de violência doméstica. Há muitas mulheres que morrem no país por causa disso. São Tomé e Príncipe: É preciso encorajar as mulheres a denunciarem a violência  doméstica 

APELO ENVERGONHADO PELO FACEBOOK – De quem, afinal, pode subir a um palco e erguer  bem os braços e fazer soar bem alto a sua voz.

Olá meus seguidores amigos familiares simpatizantes e fãs.  Não sei se faço bem ou mal escrever este assunto no Facebook. Mas venho por este meio informar que por questões financeiras há um grande risco de não conseguir realizar o lançamento do Álbum BANHO PUBLICO em Sao Tome frown emoticon frown emoticon frown emoticon

É com muita pena e grande tristezas que escrevo esta informação.E gostaria de contar com ajuda de pessoas que acreditam no meu trabalho, pois estou numa fase final e morrer na praia é triste não só para mim, como para as pessoas que sempre estiveram comigo, acreditaram e me deram o seu apoio

Pois, infelizmente, a  passagem de viagem para São Tomé para próximo dia 30 de Janeiro está muito elevada e ate agora não consegui um patrocínio e fica complicado realizar este desejo e levar um trabalho 100% Rap santomense ao povo da nossa terra. É com muita pena e grande tristezas que escrevo esta informação.

(,,,) Se nos unirmos podemos marcar a diferença: juntos somos confiança com segurança. Sei que algumas pessoas vão criticar esta minha atitude de recorrer ou pedir ajuda. Mais infelizmente é a única maneira que consegui de recorrer a ultima tentativa de apoio ou patrocínio... para realizar lançamento dos CDs em São Tomé E Príncipe.

Já bati a  quase todas as portas e como STPAIRWAYS, EMBAIXADA de São Tome em Portugal, a CST, UNITEL, BISTP, entre muitas outras a única empresa que obtive resposta positiva foi a frota de taxi em são tome PONTA D'OURO do empresário santomense Horlando da Mata e Kyssia Sarea da Mata que estou inteiramente grato por este gesto de confiança e oportunidade graças a eles ja temos Banho Publico na Fabrica duplicando as copias em CD”




O PECADO ORIGINAL, AFINAL, PARA O AFRICANO  É MAIOR DE QUE QUEM NASCEU EM SOLO EUROPEU

Pois, mas é a tal coisa:  PEKAGBOOM, que até peka bem, não é da falta de  talento ou dos seus dotes artísticos, que se queixa, pois que sobejamente demonstrados, através de variadíssimos temas, em CDs, que têm sido êxito de popularidade, abordando o abandono das crianças, o drama dos emigrantes,  a discriminação social e a violência doméstica, entre outras questões sociais escaldantes, mas de alguma incompreensão – Sim, porque, isto de  ser artista africano, tem que lhe diga:  ainda  comporta o tal pecado original, talvez ainda mais discriminatório, de quem não teve uma mãe, chamada Eva ou um pai, chamado Adão: é que, dos Adões e Evas africanas, estes, sim, que  até Deus, verdadeiro, privilegiou com os melhores paraísos terrestres, só que usurpados, ao longo de séculos,  pelo deus bíblico,  fabricado pela cultura ocidental.

ARTISTA SANTOMENSE MAS COM VISÃO UNIVERSALISTA
Eis o excerto do que declarou  numa entrevista à RSTP, em  30 de Maio:  

RSTP - Como disseste anteriormente, o teu trabalho é focado na limpeza de mentalidade dos são-tomenses. Mas também serve como uma mensagem para todo o mundo que ouve a tua música?
Pekagboom - 80% do trabalho está mesmo focado para STP mas claro que haverá pessoas de outros países que certamente se identificarão com o Banho Público, até porque fiz questão de rimar em crioulo fôrro e muda logo tudo. Fiz também questão de rimar em língua nacional para dar a conhecer aos meus seguidores o quando é bom ser patriota, valorizando a nossa cultura através da música, seja em que estilo for.
Acho que todos os povos que percebem o português e crioulo fôrro, vão gostar muito deste "Street Album", principalmente aqueles que valorizam letras de músicas com mensagens construtivas. – Mais pormenores em Entrevista exclusiva com rapper Pekagboom

QUEM É PEKAGBOM

 Pércio Silva, nascido em Angola, na Maternidade da Sagrada Família, em Luanda, mas filho de pais santomenses, logo, com suas raízes,  genuínas, nas maravilhosas Ilhas Verdes do Equador.

Aos cinco anos de idade mudou-se com os pais para a ilha de São Tomé e Príncipe e aos 10 anos começou a descobrir o talento musical e gosto pelo canto, inspirado pelo seu irmão Guimber, cantor de Kizomba (já falecido).

Após a morte do irmão, Pércio Silva aos 15 anos deixa São Tomé e Príncipe, rumo à Lisboa.  Em Portugal, no ano de 2003, surge a ideia para criar um grupo denominado "Império Suburbano" com jovens do Bairro Quinta do Mocho em Lisboa, dominação actual é Urbanização Terraços da Ponte. 

Nesta altura nasce o nome artístico do artista PekaGboom.  Após o lançamento do Álbum "Império Suburbano" e a participação nos trabalhos de outros artistas, Pekagboom tem em forja um street álbum com a vertente "São Tomé e Príncipe para o Mundo", cujo titulo "Banho Público" que brevemente estará no Mercado Discográfico.

Este álbum terá 16 temas musicais, abordando o socialismo no panorama santomense, o qual já foi realizado 4 vídeo clips singles do álbum abordando vários temas de reflexão como (VITIMA DA GANANCIA:  https://www.youtube.com/watch?v=4BcAwx7rjms) um tema que leva-nos a pensar a forma como as crianças órfão são tratadas e muitas vezes descriminadas por pessoas que podem marcar a diferença na vida das mesmas.


( MAIS UM ANO: https://www.youtube.com/watch?v=62719izzKE8 ) um tema que relata amor a distancia quando um emigrante é obrigado a deixar família para traz ir a busca de um futuro melhor para organizar e criar estabilidade para sua relação amorosa.


(MUALA PLEGIDA: https://www.youtube.com/watch?v=pnyNbluesHg ) um tema que relata o machismo dos homens e do valores da mulher africana que se vem perdendo a musica e cantada em crioulo forro causando um certo humor dentro da situação seria que muitas das vezes a razão para separação dos casais.


( ELSA FIGUEIRA :  https://www.youtube.com/watch?v=hPkhVh_hlY8 ) um tema forte que relata a historia de uma mulher que luta contra violência domestica vence e passa a ser uma imagem de coragem incentivando vitima deste triste fardo a denunciar casos do género.


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