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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 26 de março de 2016

S. Tomé – Hilário Garrido e o seu livro “Reflexões jurídicas” – Direito e Política - Destinado a pôr o direito ao alcance dos cidadãos, com “uma abordagem jurídica, política e até social da realidade de São Tomé Príncipe” – O juiz santomense que teve como mestres Marcelo Rebelo de Sousa e Jorge Miranda, entre outros.

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista




O  lançamento do II Volume do livro Reflexões, será apresentado,  em São Tomé e Príncipe, no próximo dia 9 de Setembro, no espaço CACAU - Reflexões Jurídicas – Direito e Política - Trata-se de uma obra, editada pela Chiado Editora, com 350 páginas, que teve o seu lançamento em Lisboa, na presença de antigos alunos e professores do  seu autor - O Juiz Hilário Garrido,  formado pela Universidade de direito de Lisboa, orgulhando-se de ter tido como mestres Jorge de Miranda, Sérvulo Correia, Marcelo Rebelo de Sousa, mas que, para poder estudar à noite, teve que trabalhar nas obras de dia. - Sim, porque ele é filho do Povo - sem vocação política, confessa - mas mito atento à realidade social, politica e jurídica das suas maravilhosas ilhas 






A Essência do meu livro é esta: “pôr o direito na rua, acessível a todas as pessoas que queiram melhorar a sua cultura geral – . Não me dirijo aos senhores  juristas propriamente ditos que já são conhecedores dessa matéria – Declarou-me, o Juiz Hilário garrido, autor de Reflexões Jurídicas – Direito e Politica,  numa breve entrevista, que me concedeu, aquando da minha recente estadia em S. Tomé.




Mas é, em nota introdutória,  que o leitor compreenderá, ainda melhor, o objetivo desta interessante obra -  Frisando, o seu autor, que  “este livro resulta de muitos apelos que tive dos meus amigos e não só, para "juntar" ou compilar todos os artigos que tenho publicado no Jornal KÊKUA, no seu espaço "TRIBUNA JURÍDICA" num só suporte, porque houve quem gostasse de os ter assim para ler ou consultar periodicamente. E muitos me felicitaram por isso.

Foi assim que surgiu esta singela ideia de publicar este "Livro" que abracei de todo o coração e usurpei, passando ela a ser minha

Estes escritos dirigem-se aos leigos e curiosos e saber algo sobre o Direito, e também aos estudantes sobretudo do meu país que estão ávidos pelo saber, que verifiquei na avalanche de jovens com vontade estudar e saber cada vez mais. Direi que, STP está a entrar na  era de conhecimento científico com afinco. A existência de primeiras universidades diz tudo.

Embora a obra trate de temas em apreço numa perspectiva teórica e abstracta, faz também uma abordagem jurídica, política e até social da realidade de São Tomé Príncipe”

PREFÁCIO  "abre caminhos na senda do desolador panorama nacional da cultura jurídica"

No panorama nacional, Hilário Garrido, homem santomense feito Juiz, desbrava os matos da incultura jurídica com denodado e persistente esforço - escreve no início do prefacio, o Juiz Carlos Semedo, que acrescenta: 

Carlos Semedo 
O Juiz Garrido com a coragem dos pioneiros, abre caminhos na senda do desolador panorama nacional da cultura jurídica, trilhando as veredas do pensamento jurídico precipitado numa escrita de divulgação que percorre solitário todos os ramos do saber jurídico, escrevendo sobre matéria constitucional, de Direito Administrativo, de Direito Civil, Direito Penal, aventurando-se pelas escarpas íngremes dos regimes processuais, penal e civil, olhando criticamente para os fenómenos desviantes do sistema e dos valores.

Com a regularidade imposta pelo tempo disponível dos seus afazeres- profissionais, o Juiz Garrido, fala das suas preocupações de homem atento à sociedade e aos valores imanentes da justiça, abrindo ao conhecimento do vasto público santomense pelo mundo do direito e da justiça, e fala dos temas de direito com a coloquialidade do saber dizer as coisas do direito aos homens e mulheres que desse mundo nada percebem, trazendo a todos o que só nos livros de direito a que não têm acesso se acha.

Ergue-se, pois, o Juiz Garrido, como farol incandescente das letras jurídicas no negrume desolador da arte de dizer o direito nestas ilhas esmeraldas do meio do mundo mostrando que, com muito pouco, com umas palavras semanais escritas, se pode dar muito a todos os que curiosos sofrem a sede de justiça enquanto satisfaz o seu múnus bécado.

O Juiz Hilário Garrido forjou-se homem na labuta diária e persistente que o catapulta de funções de escriturário para os bancos da Universidade de Lisboa, onde cursa Direito e se solidifica como "homem do saber", cultor do Direito Constitucional firmado pela insigne escola do Prof. Jorge Miranda seu farol. - Excerto 





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