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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 15 de março de 2016

São Tomé – Ana de Chaves – A mulher mito: judia desterrada, princesa ou dama da corte amaldiçoada pelos ciúmes da rainha?... Deu nome a montanhas, rios e baías – Mas quem foi mais poderoso: ela ou o seu marido? - Ambos os restos mortais repousam no Altar-Mor da Sé Catedral, depois do túmulo ter sido quebrado e vandalizado na capela de São João

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador



Restos mortais - transladados por duas vezes - Sepultados na Capela de S. João -propriedade de Ana de Chaves e seu marido - Mais tarde, em 1880, devido a violação e vandalização do jazigo, transladados para a Igreja da Misericórdia (era então a igreja matriz), a qual, tendo também tendo ficado em ruínas. são  colocados num caixão de amoreira, no altar-mor da atual Sé Catedral - Mas de que não se sabe, muito bem, se ainda por la estão - Tanto mais que, devido a obras, alguns jazigos foram removidos 


Vários tem sido os investigadores e historiadores, que se têm ocupado, acerca da lendária origem de Ana de Chaves Correm as mais díspares versões: há quem defenda ter sido uma judia desterrada, por força das perseguições movidas aos judeus ou então  filha ilegítima do rei D. João III ou dama da corte de  D. Catarina afastada por ciúmes pela Rainha para bem longe dos olhares libidinosos ou conspícuos do marido 
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Estas são as versões mais correntes – Porém, o que agora me leva a escrever sobre esta mítica mulher, nem será tanto especular ou trazer de novo alguns excertos do que acerca dela se escreveu, mas fundamentalmente dois aspetos:

Por um lado, o facto de, ao rever textos antigos da revista Semana Ilustrada, de Luanda, da qual fui seu correspondente, em S. Tomé,  me ter despertado a curiosidade um artigo, de autoria do Padre José Esteves Luis, com o título: “ A INFLUÊNCIA DO MARIDO DE ANA DE CHAVES NA HISTÓRIA DOS PRIMEIROS TEMPOS EM S. TOMÉ” – diz o velho ditado, que, por detrás, de um grande homem, está também uma grande mulher – Ou vice-versa. - Terá sido este o caso? Esta a questão que me relançou  a curiosidade

O segundo aspeto, foram as translações sucessivas de quem teria direito à paz dos mortos - ao deparar, nas minhas pesquisa, com um documento, de autoria de um Inspetor do Ministério do Ultramar – anos 30 – em que alude ao vandalismo de que fora alvo o túmulo em que, Ana Chaves e o seu marido, haviam sido sepultados, e da consequente transladação da capela de S. João  para a Igreja da Misericórdia

   Historicamente, tais dados  já são conhecidos, porém, creio que não com o pormenor que seguidamente aqui reproduzo:

Nos livros de Actas  da C.M. de São Tomé, existe a acta de 6 de Março de 1880 a fls 177. Em cuja sessão a Câmara resolveu o oficio acima  e convidar para a transladação dos restos mortais de Anna de Chaves e seu esposo Gonçalo Alves, o Governador, empregados públicos, eclesiásticos, militares e particulares, sendo as despesas feitas pela Câmara. Conforme a proposta e deliberação respectiva registadas a folhas 172 Vº do livro nº 4 de actas da C.M. de São Tomé, são do teor seguinte:



.O Senhor Vereador Salvaterra pedindo a palavra propôs para se fazer a transladação do túmulo  de Anna de Chaves, que se acha na Igreja S. João, para a Igreja da Misericórdia que serve de Sé, sendo esta transladação feita à custa do Município. Foi aprovado por unanimidade para o dia a que por esta Câmara for designado, e isto por considerar a dever-se perpectuar um nome ilustre  d’esta Senhora e seu marido como vultos a memorável que foram e fazem parte da História desta Ilha; cujo túmulo estando colocado na igreja de São João erigido por eles, devido ao abandono da mesma fora este túmulo arrancado e quebrado por vândalos que, persuadidos de encontrem alguma riqueza depararam com os restos mortais dos mesmos, que deixaram espalhados pelo chão e, nestas circunstâncias é dever da Câmara  prestar a homenagem de respeito à sua memória, mandando transladar os mesmos restos para a Igreja da Misericórdia que serve de Sé, guardados no mesmo túmulo  que deverá ser consertado também por conta deste Município” 







IGREJA DA MISERICÓRDIA: A sua construção datava possivelmente de 1504, ano em quo se principiou o hospital da Misericórdia, cuja irmandade já estava estabelecida como consta na carta de 3 de Maio  1504   -Em 1913 foi demolida, aproveitando-se a pedra para a construção no mesmo local do  edifício onde funcional hoje  diversas Bipartições do Estado  - Correios, Tribunal - Fazenda e Conservatória.

Em 1880 recebeu os restos mortais de Ana de Chaves e seu marido, que haviam sido sepultados na capela de S- João, de que eram proprietários   - Porém, encontrando-se esta capela em em ruínas  e com os restos mortais vandalizados, os mesmos foram transladados para a Igreja da Misericórdia, que então servia de Catedral -  a pedido Pró-vigário da Diocese  ao Presidente da Câmara Municipal de São Tomé,


MAS QUEM ERA, AFINAL, ANA  CHAVES?

Altar-Mor - Sé Catedral
Vou começar por citar dois investigadores: o  português, Manuel Braga da Cruz  e o santomense, Francisco Costa Alegre.


Para o autor de “Anas de Chaves,”, citado por Amândio César, na antologia “Presença do Arquipélago de S. Tomé e Príncipe na Moderna Cultura Portuguesa, que  diz o seguinte:

“ Não disponho aqui de bibliotecas nem de outros elementos a que possa socorrer-me para versar este importante assunto. Seja-me porém lícito reproduzir a tradição que apresenta Ana de Chaves como uma senhora de alta estirpe, filha natural de Rei, segundo umas versões; dama camarista da Rainha, segundo outras versões e, seguindo estas, teria razão nos ciúmes da mesma Rainha o homizio da grande dama -nestas paragens, onde a magnificência régia lhe concedeu muitas terras, para a compensar do degredo.

Seja como for, Ana de Chaves deixou indeléveis traços da sua existência na colónia, onde espalhou o bem a mãos largas, criando e subsidiando diversas instituições religiosas e de caridade.

Para Francisco Costa Alegre, num desenvolvido e interessante artigo, publicado no Téla Nón, sob o título: ANA (da CUNHA) CHAVES: MULHER ou MULHERES?!!  - refere-se igualmente às versões mais conhecidas:  

descendente de judeus, residente em S. Tomé, na condição de refugiada das perseguições feitas em Portugal. Nesta versão, o nome de família “de Chaves” terá sido adoptado para substituir um qualquer outro de origem semita, cuja utilização seria perigosa. Sendo expulsa de Portugal, teria adoptado, no ultramar, um discreto nome lusitano.
Numa segunda versão, Ana de Chaves terá sido uma modesta dama da corte, aia da rainha D. Catarina, cujos dotes físicos teriam chamado a atenção do rei D. João III e atraído sobre si os ciúmes da soberana. Nesta versão, a rainha terá mesmo resolvido o problema, determinando que a sua aia abandonasse a corte e rumasse a S. Tomé. Mas, na sua real bondade, legou-lhe várias possessões em troca do seu afastamento da corte. A terceira e última versão identifica-a como filha ilegítima do rei, e, por isso mesmo, ocultada e enviada para S. Tomé. Conhece-se, no entanto, o nome da amante do rei e mãe da nossa heroína, uma tal Cezília de Chaves, falecida em 1540, como indica a sua lápide funerária.ANA (da CUNHA) CHAVES: MULHER ou MULHERES 


Depois desta citação, passo então à reprodução integral do artigo do Padre José Esteves Luís - aproveitando também para aqui editar a imagem da capela de S. João e de outras da mesma época em que viveu a mítica Ana de Chaves

"A INFLUÊNCIA DO MARIDO DE ANA CHAVES NA HISTÓRIA DOS PRIMEIROS TEMPOS DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE" 

Um dos homens que sem dúvida tiveram mais influência na história dos primeiros tempos da Ilha foi o marido, de Ana Chaves, embora nos documentos históricos e, sobretudo, na tradição popular, a esposa lucrasse mais na imaginação do povo com os bens por ele acumulados.

Como se chama ele? Houve quem afirmasse ser o seu nome. Gonçalo Álvares. Segundo um documento publicado pelo Dr.M. Braga da Cruz na revista das festas da cidade de S~ Tomé em 1966:Ana Chaves, viúva de Gonçalo Álvares, em 1545 pede ao rei a confirmação da posse de um terreno ·que ao seu marido fora atribuído por sesmaria e que se estendia por 300 varas ao longo do ribeirão da Lagoa, tendo na sua testada a mesma largura, frente ao mar.

Temos pois aqui claramente expresso o nome do marido de Ana Chaves e que eleja era morto em 1545. Provavelmente morreu no ano de 1540. No jardim da biblioteca municipal há uns fragmentos diversos de pedra que poderá pertencer  à extinta capela de S .João Baptista, e que se consegue ainda ler "Ana de Chaves . Faleceu em 1540 .Não será do marido que fala? Sabemos por um boletim oficial que no século passado a tampa da sepultura partida e abandonada que encerrava os ossos de Ana de Chaves e do marido foi levada para os jardins da câmara. ·
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Quem seria este Gonçalo Álvares?

Por enquanto e à vista dos documentos existentes na Ilha, creio podermos afirmar que era pessoa importante, muito respeitada e rica.

Em documento de 1535 (M. M. A, tomo II, p. 46) aparece um Gonçalo Álvares que, ‘juntamente com Rodrigo Aires, e juiz ordinário e dos órfãos e corno tal firmam um documento em 6 de Setembro de 1535.

Será este Gonçalo o marido de Ana de Chaves?

Tenho para mim que sim. Este homem sobressaia no meio social da Província pela sua honradez e. pelos seus bens materiais, pois era sistema geralmente seguido serem escolhidos para juízes do povo, pessoas honradas da terra e com bens materiais para não serem facilmente corrompidos por pleitas ou apetite de lucro. No marido de Ana Chaves que tao rica era e que, segundo reza uma carta de Frei Rodrigo, missionário do Congo, com data de 1565, e "uma dona nobre e virtuosa, da qual já V. A. (O. Catarina) tem noticia; chama-se Ana. de Chaves e tem bens deste mundo", creio juntarem-se .esses predicados.

Sabemos por documentos posteriores, entre eles, o da instituição. em 1594 do mor gado · de S.João Baptista, por Ana de Chaves, e um antiquíssimo mapa, embora sem data, certamente dos primitivos, que Ana Chaves era possuidora de várias terras entre elas a fazenda do Yô Grande, da Angra de S. João dos Angolares, etc, que por estarem .mais ao sul e lado a lado com os matos em que se acoutavam os fugidos, “os pretos elevantados, pretos mocabos  ou angulos do Pico" .Estas terras, deviam ter sido recebidas por herança· do marido ou eram do casal. Daí o interesse juiz do povo, aiem do bem comum, ter o pessoal na repressão das incursões destes fugidos.  Escreve aos oficias régios  " Fazemos saber a vossas mercês em como é verdade  e notório que mocambo com muita gente andam no mato e fazem quanto dano podem em matar e· roubar homens e destruir engenhos e fazendas ; o que tudo e perda e dano do povo desta Ilha dela  de serviço d’el-rei  nosso senhor".
Da sua parte, do povo, entregam. 40000 reais para  a guerra no mato


A que família a pertenceria este Gonçalo Álvares, marido de D. Ana de Chaves? ..
Creio poder responder, por deduções várias: que devia ser da família do, grande Álvaro de Caminha e, como .filho do parente mais chegado, herdeiro dos seus bens e dos seus legados e virtudes. É hipótese que pretendo firmar com 'alguns documentos coevos e posteriores. ·

1º A identidade de apelidos, juntamente com a grande estima a ele tributada e que se reflete na autoridade da esposa. Esta estima parece ser eco daquelas, palavras que em 1499 ao rei escreviam  os habitantes degredados de S. Tomé: haverá  agora seis anos, pouco menos, que vivemos, em poder de Álvaro de Caminha, do  qual, por suas grandes· virtudes, éramos assim amparados e regidos com Justiça, que nenhum de nós sentia o desterro desses vossos reinos. Nosso Senhor se quis lembrar, de nós  que nos ficou (após a sua morte) por capitão e. Governador Pero Álvares  de Caminha, seu primo, que nos mantém em muita justiça e nos faz todo bem que pode….Antes queremos viver em sua companhia sem nenhum proveito, que em poder de quem não conhecemos, com todo los proveitos do mundo. Porque antes nos iremos viver ao mato…". Sabemos que este Pero Álvares, herdeiro e testamenteiro do primo, tinha já filhos nessa altura. Assim o afirma uma carta dele para o mesmo rei D. Manuel.

2º O Pe. Manuel do Rosário Pinto escreve primeiro capitulo do seu livro tão conhecido: "Tem (a Ilha) '82 ribeiras de água doce, mui boa; entre elas há um rio Grande de Ana de Chaves, ao sul da Ilha e que chamam hoje Ribeira Palma". Esta Ribeira Palma é  situada pelo autor do tal mapa no sul da Ilha mas do lado 'poente. É à fazenda neste rio estabelecida que Pero Álvares de Caminha manda parte dos moços (judeus) que, vindos com Álvares de Caminha, lhes tinham sido encomendados por morte dele: "E outros mando agora ao Rio Grande, que é  detrás da Ilha·. (M.M.A. t.I,P. 177). Quer dizer a mesma fazenda que o Padre Manuel do Rosário (e outros documentos, aliás) afirma pertencer a Ana de Chaves, estava na posse em 1499 de Pero Álvares ·

3º Quando em 1864 foram vendidos os bens que pertenciam ao morgado de S .João Baptista, entre os prédios vendidos, figuram a rua e  a travessa de S. Miguel, detrás do palácio dos governadores. Foi precisamente nesse local que Álvaro de Caminha mandou fazer grandes :asas, em forma de "mosteiro" onde recolheu os moços judeus, como na frente fizera os seus aposentos de torre fortificada. Mas deixemos falar o próprio Álvaro de Caminha no seu testamento: se por ventura para o mosteiro vierem frades enquanto o dito Pedro Álvares estiver na Ilha, lhe entregarei todos os ditos aposentos e a torre…  se não ficarão para os ditos moços por amor de Deus…  para cerca dele tomarão toda a terra que houverem mister… da que tenho feito derredor dele…".

Os governadores a começar. em Fernão de Melo, ficaram a viver na torre, o mesmo fizeram os seus sucessores até que no século passado, no tempo do governador Gregório José Ribeiro, estando muito arruinada foi substituído pelo actual palácio. Em 1874 (B.O. 1874 p. 165) dizia o capitão e administrador  do concelho, Henrique Augusto Dias de Carvalho•'

'' …o palácio oferecido por Ana de Chaves à colónia, bastante antigo e ·velho onde têm habitado os Últimos governadores da província". Se a torre  ou palácio onde moraram os governadores foi edificado por Álvares de Caminha como se afirma que foi legado por Ana de Chaves? Não será porque os bens de Álvares através de  Pero Álvares foram recebidos por Ana de Chaves?



4º Os bens possuídos por Ana de Chaves e que figuravam no morgado por ela instituído, eram tais e tão vantajosas posições; que só de principio escolheu onde quis ,podia conseguir. Devo dizer , no entanto, que alguns bens que mais tarde figuram entre os do dito morgado, como o ilhéu das Rolas, ainda em 1572, pertenciam ao Rei. O mesmo direi da fazenda de Santa Cruz que em 1579 estava arrendada ao rei por Paulo Dias de Novais.

5º Uma das coisas em que mais se empenhou Álvaro de Caminha foi em fundar nesta Ilha um mosteiro de frades franciscanos. Isto mesmo deixou muito encomendado ao seu primo e testamenteiro Pero Álvares de Caminha. Ouçamo-lo: "E vindo os ditos frades, lhe será tudo entregue, porque é mais excelente e natural para eles que para os leigos e tem o aposentamento e mais gracioso que pode ser em nenhum mosteiro, como há-de ser…  E quando S. A. não poder acabar que venham frades de S. Francisco da Observância, para que ate fim do mundo está apropriada, cada vez que eles quiserem…”

Vejamos agora o que foi escrito acerca deste mesmo desejo de' Ana .de Chaves pelo Frei Rodrigo, já citado, em 1565: "Chama-se Ana de Chaves, tem bens do mundo, deseja muitos tempos de fazer à custa em  aquela povoação, onde é bem necessário, um mosteiro da ordem do Bem-aventurado S. Francisco e está já muitos dias provida do brevê do Papa para o poder fazer, e o mesmo hã muitos dias que ajunta as coisas serias para ele.

Uma das sepultura na Sé Catedral
' Creio que todas estas razoes são suficientemente  para nos fazer supor que o marido de Ana de Chaves, Gonçalo Álvares era filho oµ, pelo menos, da família e herdeiro do Grande Álvaro de Caminha.

Não quero terminar sem lembrar que, na ninha ideia, esse terreno que da parte, do rei foi concedido por sesmaria a Gonçalo Álvares, e que os estendia por trezentas varas a cavaleiro da serra, ao longo do ribeirão da lagoa, com outras tantas varas de frente ao mar, deve ser ou a fazenda Praia Lagarto, que tinha mais ou menos essas medidas, 1464 metros (vara 4,88 m), ou então a fazenda a que atrás nos referimos do Rio Grande, mais tarde Palma, aí pelo Xufe Xufe ou Quija, que estava, realmente detrás da Ilha e que pertenceu i mesma· Dona. A hipótese da Praia Lagarto, tem contra si o não estar detrás da Ilha. A segunda o ser o rio grande e não ribeira e não da Lagoa. O Lagoa poderia ter sido escrito em vez de Lagarto e ainda podemos admitir que  ao Lagarto por ter uma lagoa ou charco a que se refere Valentim Fernandes, chama-se ribeirão da Lagoa. Dir-se-á que a praia Lagarto não está detrás da Ilha. Como eles consideravam a Ilha redonda, tudo o que  ia para além da baía, não seria  detrás da Ilha?
Padre José Esteves Luís






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