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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 17 de maio de 2018

SÃO TOMÉ - ÁLCOOL, POBREZA, CORRUPÇÃO E CRIMINALIDADE – DE MÃOS DADAS COM O GOVERNO DE PATRICE TROVOADA - - Bispo denuncia que“A pobreza vê-se em todo o lado em São Tomé” - Diz a Igreja Ativa e Amiga do seu Rebanho: E o que diz a Igreja Passiva, que prefere encostar-se ao regime: Padre Ezequiel diz que “a sociedade são-tomense precisa de “humildade e paciência – Todavia, esta é a crua realidade: - Pobreza e falta de proteção social afeta 70% das crianças de São Tomé – Indica um relatório do Fundo das nações Unidas para Infância

Jorge Tabulo Marques - Jornalista - informação e análise




A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.... Disse Oscar Wilde. Mas as crianças de São Tomé já são boas e amáveis por natureza – O que é preciso é não as deixar passar fome - Os brinquedos sabem como improvisá-los o que não conseguem improvisar é quando lhes falta quase tudo em casa e, para se alimentarem, só indo à floresta à procura de banana, da jaca  ou de fruta-pão. Mesmo assim, suportando as maiores carências, abrem-se em rasgados sorrisos ao visitante, com a mesma simplicidade com que vivem o dia a dia. Nunca regateiam um sorriso de alegria e de calorosa inocência mesmo que não sejam correspondidas


São todos os irmãos e vivem no mato

PREOCUPANTE - "Um relatório do Fundo das nações Unidas para Infância (Unicef) indica que mais de 70% das crianças são-tomenses são pobres e “apresentam maior vulnerabilidade relativamente a situação da proteção social”. – Um dos aspetos deste documento  revela três aspetos deste documento como “os mais preocupantes”. “O primeiro é a proteção das crianças contra a violência, abuso sexual, negligência, abandono e trabalho infantil. O segundo aspeto é o saneamento. Um grande número de crianças e suas famílias ainda fazem as suas necessidades ao ar livre e o terceiro aspeto é a área da nutrição. Há um nível de anemia bastante elevado” 12/05/2016, Pobreza e falta de proteção social afeta 70% das crianças de São Tomé


Ainda o que vai valendo é a generosidade da natureza

 AVISO SÉRIO - "A pobreza vê-se em todo o lado em S. Tomé”Preocupação expressa, em recente entrevista  à VATICAN NEWS pelo Bispo de S. Tomé e Príncipe, que, uma vez mais expressa a sua angústia e preupaçao, por, segundo declarou .  “Continuo a ver o meu povo sofrer com a pobreza”, sublinha ao portal da Santa Sé D. Manuel António dos Santos, Bispo de S. Tomé e Príncipe.
 
Declarações à margem da assinatura, no passado dia 2, em Lisboa, do protocolo entre a sua diocese e o Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização tendo em vista o desenvolvimento social e cultural do país.


Instabilidade social e política



D. Manuel António dos Santos acentua a sua grande preocupação com “uma certa instabilidade social e politica” no país, e ainda com “a falta de futuro” da juventude e até da própria igreja, “uma igreja pobre entre os pobres” devido às “limitações que o povo sofre”.



“Não vale a pena estarmos a fechar os olhos à realidade do país”, explica o Bispo de S. Tomé que fala de “salários baixos” e de “um índice de pobreza altíssimo”, um país que “sozinho não consegue resolver os seus problemas”. – Excerto de “A pobreza vê-se em todo o lado em S. Tomé” - Vatican News  09/05/2018 –


"Numa entrevista a TVS o padre Ezequiel da paróquia de Bombom na festa religiosa da nossa Senhora de Fátima, defendeu claramente que a sociedade são-tomense precisa de “humildade e paciência” para se encontrar soluções consensuais para as questões de interesse do País.

(..) Considerando a humildade um dos factores chaves para o entendimento entre os são-tomenses, o padre sustentou que “ a humildade é fundamental para a correção, para arrependimento, para mudança da vida e de comportamento ” com vista a se alcançar a paz e o desenvolvimento.

(…) As declarações do padre surgem numa altura em que se tem registado varias tentativas de entendimento entre o poder político e a oposição sobre questões públicas do País que ganhou proporções relevantes nas últimas semanas como consequência da exoneração parlamentar de juízes do Supremo e o caso jurisdicional da cervejeira Rosema. http://www.stp-press.st/2018/05/14/humildade-acompanhada-paciencia-fundamental-sociedade-sao-tomense-padre-ezequiel-2/


Neves - Povo Pequeno vivendo dos trapos
Em Neves, as condições de vida são muito precárias; o que tem valido é o apoio generoso e dedicado da congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição que integra atualmente o Lar de São Francisco e Santa Catarina, um espaço para 250 idosos com internato, apoio domiciliário e que contempla também a distribuição de cabazes mensais de alimentos., englobando a Escola Mãe Clara, com 720 alunos, o jardim-de-infância ‘Pimpolho’ com 512 crianças e uma creche para 42 meninas e meninos mais pequenos, além  do serviço de ATL, de atividades ligadas ao preenchimento dos tempos livres, funciona neste momento com mais de 1200 crianças e jovens  


  Projecto da Irmã Lúcia resgata crianças desnutridas de Lembá - Lembá é considerado como um dos principais berços da pobreza do país.  A crise económica e social no norte da ilha de São Tomé, reflecte-se no aumento do índice do alcoolismo, por parte dos adultos. A gravidez precoce é um flagelo que compromete o futuro. As crianças pagam caro. São praticamente abandonadas e cada vez mais desnutridas. «No distrito de Lembá temos muitos problemas de subnutrição, às vezes jovens de 14 a 15 anos já têm bebé. São mães alcoólatras com crianças subnutridas», detalhou a irmã Lúcia. Projecto da Irmã Lúcia resgata crianças desnutridas de Lembá 

 Obra de reconhecido mérito, tal como ficou demonstrado nas expressões de carinho e de alegria, como ali foia colhido o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.  
http://www.agencia.ecclesia.pt/portal/sao-tome-e-principe-marcelo-rebelo-de-sousa-levou-carinho-de-portugal-a-obra-das-irmas-franciscanas/





DOM MANUEL ANTÓNIO DOS SANTOS -  UM BISPO ATENTO E PREOCUPADO COM AS QUESTÕES SOCIAIS -  Que, por várias vezes, ergue a sua voz em prol dos desfavorecidos

HÁ QUATRO ANOS - “São Tomé, 12 Abril 2014 (Ecclesia) - O Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António dos Santos, que assumiu como prioridade pastoral “em primeiro lugar as crianças” num país muito jovem em que 40 por cento da população tem menos de 15 anos.

“Quando me perguntam digo sempre que a prioridade são as crianças porque este país está cheio de crianças e por vezes dói muito a forma como são tratadas e o modo de vida em que vivem algumas”, conta D. Manuel António dos Santos em entrevista à Agência ECCLESIA.

O bispo de São Tomé e Príncipe, que em sua casa com a ajuda da sua irmã cria duas crianças, depara-se com “muitos casos dramáticos” e dá o exemplo de uma criança que chegou à Cáritas de São Tomé “com 9 meses e apenas 2,3 quilos de peso” Agência Ecclesia - São Tomé e Príncipe: Crianças são 
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(…) D. Manuel António Mendes dos Santos, CMF, é o seu bispo diocesano desde 1 de Dezembro de 2006, fazendo parte da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe. Sacerdote claretiano desde 1985, é, de facto, um “veterano” de África. Como ele próprio nos revela, a «Diocese não é extensa territorialmente, mas é plena de desafios, não apenas pastorais, mas acima de tudo sociais e de integração». Com uma visão antropológica coerente e de largo espectro, atenta e preocupada, D. Manuel conhece bem o terreno, as suas gentes e agentes, as forças em acção, não abdicando nunca de intervir e exercer o direito de opinião, dentro da esfera das suas competências e deveres. E é uma voz ouvida. Ou não fosse, afinal, o responsável máximo da mais importante, senão única, entidade nacional com acção política e social, através principalmente da Cáritas (fundada em 1981) – o braço da Diocese neste quadro de apoio aos pobres, carenciados, órfãos, idosos, desintegrados, às vítimas das conjunturas político-económicas que devastam África, que recebe também algum apoio de ONG’s de matriz católica, bem como de outras.Excerto de uma interessante entrevista ao O Clarim, em 26/06/2015  - À conversa com D. Manuel António Mendes dos Santos .

Na  verdade, o sacerdócio da  Igreja católica, em S, Tomé e Príncipe, além de ser ainda  o principal credo abraçado pela população, em termos de espiritualidade  e de fé, continua a ter  um papel muito relevante, nestas maravilhosas ilhas do Equador,  tanto  no domínio da solidariedade e assistência social, através de jardins de infância, entre as quais a Casa dos Pequeninos, da Caritas,  como ao nível da  educação  - “os nossos missionários, já antes da independência criaram várias escolas primárias, tanto em S. Tomé como no Príncipe. Criaram a Escola de Artes e Ofícios, que teve um papel importante neste pais, e estiveram também na fundação do Liceu Nacional.

“Estamos nessa fase de transição, de passar o testemunho para o Ministério da Educação de Portugal. Para além disso, temos outras escolas e vários jardins de infância . Portanto, continuamos a ter um papel importante na educação”

Declarações de D. Manuel dos Santos, numa das entrevistas que me concedeu, em S. Tomé,   – Esta é uma das questões que o levou de novo a Portugal, para encetar várias diligências, numa estadia duas semanas – Sim, porque, os fundos da igreja, são escassos e há que dar prioridade à sobrevivência dos mais carenciados  - Sem descurar  os problemas da Educação

UM PAÍS POBRE E DESCAPITALIZADO – NÃO OBSTANTE RECEBER MILHÕES DE FUNDOS INTERNACIONAIS, QUE DESAPARECEM NÃO SE SABE COMO



A vida do dia a dia do “Povo Pequeno” de S. Tomé e Príncipe” já conheceu melhores dias: mesmo para quem tem de se conformar com o ordenado mínimo de 40 euros mensais, arranjar meios para  garantir o sustento  é um tremendo calvário! Que só quem tem de arrostar com essa pesada  cruz, é que poderá compreender o que é esse tão penoso sacrifício diário.: ”Temos  empresários descapitalizados; temos médicos descapitalizados!... As pessoas não têm dinheiro!... Nós sabemos que todos os países atravessam uma situação de crise mas nós estamos numa situação péssima!!...  Essa crise não tem limite em S. Tomé e Príncipe?!...  As pessoas não estão a morrer na rua por ser um pais agrícola! – Desabafo de um dos deputados da oposição”, no aceso e polémico debate preliminar que antecedeu a aprovação do projeto de lei sobre o futuro funcionamento do Tribunal constitucional – Até porque, como dizia outro deputado, nesse mesmo período parlamentar, “Hoje o Governo tem a mão de tudo! Até dos Tribunais!”


SAO TOMÉ NO TOP DOS PALOP COM MAIOR CONSUMO DE ÁLCOOL 

Prossegue a noticia, referindo que "Um estudo sobre consumo de álcool em ambiente escolar em África da investigadora da Faculdade de Medicina da universidade de Lisboa Isabel Santiago, revela que cerca de 58% dos rapazes e 43% das raparigas bebem excessivamente e com frequência em São Tomé e Príncipe.


De acordo com a autora, foi utilizada uma amostra de 2.064 de crianças e jovens no âmbito escolar e aplicou-se um inquérito aos estudantes do 8.º ano ao ensino superior, no ano letivo 2014/2015, com "total apoio" do Ministério da Educação, Cultura e Formação são-tomense.

Segundo Isabel Santiago, nos jovens na faixa etária 15-18 anos, "entre 39% e 46% bebem excessivamente e frequentemente", enquanto nos jovens com mais de 19 anos "há uma percentagem superior a 63%".


Bebam cervejas!.Não faz mal ruas esburacadas e  míseras cubatas
Para o bispo da diocese, o resultado deste estudo "não é uma surpresa", sublinhando que desde que chegou ao país, em 1994, que se confronta com esta realidade.

"Aquilo que eu lamento é que são dados há muito conhecidos. Várias vezes, ao longo deste ano, cheguei a falar com alguns ministérios sobre a necessidade de se fazer campanhas sérias de esclarecimentos sobre os efeitos do álcool, com os problemas que isso causa às nossas crianças e não vejo até hoje que se tenha assumido com seriedade este problema do álcool como um caso de saúde pública", disse.

Manuel António sustentou que "as pessoas deviam tomar consciência do que isso significa, incluindo outros aspetos que têm a ver com a própria alienação espiritual da pessoa".

O bispo lamentou que as autoridades não assumam o problema do consumo excessivo do álcool no arquipélago como "um caso de saúde pública".
"Até hoje não se assumiu com seriedade este problema do álcool como um caso de saúde pública, o álcool está presente na mesa de toda a gente e acaba por estar ligado muitas vezes a uma certa afirmação do poder", LUSA

 S. TOMÉ - ÁLCOOL, POBREZA, CORRUPÇÃO E CRIMINALIDADE – DE MÃOS  DADAS   COM O GOVERNO DE TROVOADA - Num dos países mais pequenos e pobres de África




A situação é grave e bem conhecida, nas maravilhosas Ilhas, tal como já nos referimos, neste site, e até já foi objeto de um estudo pelo Instituto da Droga e Toxicodependência académico, denunciando que o  “Álcool atinge 60% os Jovens” –  Agora nova investigação, revela que cerca de 58% dos rapazes e 43% das raparigas bebem excessivamente e com frequência em São Tomé e Príncipe.

O bispo da diocese de São Tomé e Príncipe, Dom Manuel António, em declarações à Lusa,  considerou que o hábito de consumo excessivo de álcool no país como "um aspeto cultural difícil de mudar", além de ser "um negócio que gera muito dinheiro".


"O consumo de bebidas alcoólicas, de certo modo, faz parte da cultura do povo por várias razões e portanto não é fácil mudar esta cultura", disse, em entrevista à Lusa.
Segundo o bispo, "infelizmente o álcool gera muito dinheiro" em São Tomé e Príncipe, estando entre os principais produtos importados pelo país.

"O álcool acaba por estar ligado à própria economia do país, mexe com os interesses e pode colocar em causa alguns negócios", disse.

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"Mas não podemos estar a condenar uma geração futura por causa de outros interesses", defendeu.

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